Provas de concurso público de Itaguaí devem acontecer em agosto ou setembro deste ano

Um dia antes de completar dois anos, o adiamento do concurso público em Itaguaí para preenchimento de 754 vagas e cadastro de reserva nas secretarias municipais de Educação e Administração vai fazer aniversário com uma novidade: as provas devem acontecer entre o final de agosto e o início de setembro de 2022. Uma fonte da Prefeitura de Itaguaí deu ao ATUAL detalhes do desenlace de um assunto que há muito tempo gera revolta em quem desembolsou entre R$ 60 e R$ 120 reais de taxa para adquirir o direito de fazer as provas.

Candidatos já podem se animar (e estudar) porque as provas devem acontecer em até quatro meses, garantiu uma fonte da prefeitura (Imagem: site JC Concursos)

O adiamento aconteceu no dia 9 de abril de 2020. Esta foi a data em que a Prefeitura de Itaguaí divulgou nas redes sociais que, devido à pandemia do novo coronavírus, o governo municipal e a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) resolveram adiar todos os prazos, atos e aplicação das provas, sem previsão de nova data de realização. A decisão tomou como princípio a necessidade de manter as medidas de proteção de saúde e de segurança dos candidatos e colaboradores envolvidos.

O CONCURSO

A Prefeitura de Itaguaí publicou na edição do Jornal Oficial do dia 5 de fevereiro de 2020 o edital do concurso público com oferta de 754 vagas para provimento de cargos vagos e cadastro reserva para a Secretaria Municipal de Administração e para Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A remuneração anunciada variava de R$ 1.126,91 a R$ 16.171,50, com cargas de trabalho de 20h, 25h, 30h e 40 horas semanais, a depender do cargo.

A Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) foi a empresa responsável pelo planejamento e realização, elaboração e aplicação das provas do concurso. De acordo com o edital, as inscrições começaram no dia 14 de fevereiro e terminaram no dia 17 de março.

As vagas em disputa foram para os ensinos Fundamental, Médio, Técnico e Superior.

A seleção, caso não tivesse havido o adiamento, seria realizada entre os meses de abril, maio e junho de 2020.

No nível fundamental, as oportunidades abertas foram para almoxarife, auxiliar de educação infantil, auxiliar de serviços escolares, cozinheiro e inspetor de alunos. Para o nível médio as chances foram para agentes de trânsito (Carteira Nacional de Habilitação na categoria- CNH “B”), agente fiscal de tributos, fiscal do meio ambiente, fiscal de obras, fiscal de serviços concedidos e guarda municipal (CNH “B”), secretário escolar (com exigência de ensino médio completo e curso de Secretário Escolar), com carga horária mínima de 330 horas.

Para o ensino técnico, a vaga aberta foi na função de técnico de segurança do trabalho, com exigência de curso de especialização na área e registro profissional, diploma ou certificado de habilitação técnica.

Já para os graduados, a vagas foram para advogado, arquiteto, engenheiro civil, orientador educacional, supervisor educacional e professor nas seguintes áreas: professor de 4 – Artes; professor de 4 – Ciências Físicas e Biológicas; professor de 4 – Educação Física; professor de 4 – Geografia; professor de 4 – História; professor de 4 Letras/Língua Portuguesa; professor de 4 – Língua Inglesa e professor de 4 – Matemática. As funções de professor 4 em suas diferentes áreas tem carga de trabalho de 16h/aula semanais.

A maior oferta do concurso foi para a função professor de 1 – Educação Infantil ao 5º ano, que contabiliza 424 vagas. Para concorrer ao cargo é preciso ter ensino médio concluído e formação normal superior/Pedagogia das séries inicias.

NEGOCIAÇÃO

A prefeitura e o Ceperj entraram em novas negociações tendo como objetivo a realização das provas. Segundo uma fonte do governo municipal que conversou com o ATUAL, o Ceperj insistiu em renegociar os valores, pois, segundo eles, devido à pandemia houve defasagem e desvalorização: realizar as provas ficaria mais caro e, portanto, os termos deveria ser outros. Novos valores, então, deveriam constar em um novo contrato.

Negociação feita, o contrato que já havia sido celebrado foi anulado, conforme publicação no Jornal Oficial (edição 1034). “O contrato sim, mas não o concurso; este vai acontecer mediante a assinatura de um novo contrato, que inclusive já pode até ter sido assinado”, assegurou a fonte à reportagem.

Ainda segundo a mesma fonte, o Ceperj garantiu que as provas devem acontecer 120 dias depois da assinatura do documento.

Redação

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