Convênio vai proporcionar revitalização das ruínas e da orla da Praia do Saco, em Mangaratiba

PRESERVAÇÃO A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Obras (Seinfra) firmou um convênio com o Programa de Pós-graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Prourb-FAU/UFRJ). O objetivo da parceria é o de incentivar a cooperação técnica e científica, auxiliando os profissionais da Seinfra na elaboração de projetos de obras públicas. O protocolo de intenções foi publicado na edição da quarta-feira (7) do Diário Oficial.   

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Pelo acordo, na prática os alunos de mestrado em Urbanismo vão auxiliar projetos da Seinfra, com análises e sugestões de intervenções urbanas em cidades do estado do Rio. O primeiro trabalho, já em desenvolvimento, é o de revitalização das ruínas e da orla da Praia do Saco, em Mangaratiba. As intervenções fazem parte do programa Cidade Viva, que prevê uma série de obras de urbanização em áreas habitacionais de baixa renda.

Titular da Seinfra, o secretário Bruno Kazuhiro falou sobre a importância da parceria. “Esse acordo não terá custos para o Estado e vai possibilitar uma melhor qualificação dos nossos projetos, uma vez que teremos o apoio de um grande centro de excelência em urbanismo do país. Agradeço o empenho do subsecretário de Urbanização, Luis Claudio Bentes, por ter feito essa intermediação”, afirmou o secretário.  

Professora titular do Prourb-FAU/UFRJ, Lucia Maria Costa explica que os alunos de mestrado desenvolvem pesquisas com temas diversos como sustentabilidade e mobilidade urbana, voltados para cidades de diferentes escalas. Com o convênio, será possível fazer a transferência desse conhecimento da universidade para a sociedade. Outra vantagem para os alunos é o benefício da experiência prática. “Somos uma universidade custeada com dinheiro público. Nada mais justo do que retornarmos nossos conhecimentos para a população”, explicou a professora.

 

Ruínas do Saco de Cima são vestígios do apogeu da região

As ruínas do Saco de Cima ficam às margens da Estrada São João Marcos, em Mangaratiba. Ainda imponentes, elas são os vestígios da ocupação da região do Saco de Mangaratiba, onde foi construído o povoado do Saco de Cima por volta de 1830. Estão preservadas ruínas de antigos trapiches, armazéns, prédios comerciais e residenciais, além um teatro e de um posto de correio. Ligando Mangaratiba e São João Marcos, a localidade foi importante ponto de escoamento de mercadorias pela então Estrada Imperial, onde também havia um intenso comércio ilegal de escravos. Outrora uma potência econômica, a região começou a ser abandonada com o fim do ciclo do café, a abolição da escravatura e a chegada das estradas de ferro, deslocando as vias de comércio. Desde 1979, as ruínas de Saco de Cima são tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Algumas das ruínas do povoado são de armazéns de café, como o que pertencia à Antunes e Companhia e encerrou suas atividades em 18 de janeiro de 1865.

 

 “Esse acordo não terá custos para o Estado e vai possibilitar uma melhor qualificação dos nossos projetos, uma vez que teremos o apoio de um grande centro de excelência em urbanismo do país. Agradeço o empenho do subsecretário de Urbanização, Luis Claudio Bentes, por ter feito essa intermediação”

Bruno Kazuhiro

Titular da Seinfra

Redação

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