Profissionais por trás das imagens contam suas histórias no Podcast Atual

O Podcast Atual da quinta-feira (22) foi mais uma conversa a três, com o jornalista Marcelo Godinho recebendo o fotógrafo Wellington Alves, do Studio Fotográfico Costa Verde; e o cinegrafista David Brites, que falaram sobre suas respectivas atividades e dos horizontes a que chegaram por meio do emprego de máquinas que, manuseadas com talento, são capazes de transformar a simples captura de imagens em verdadeiras obras, conferindo o status de arte a uma atividade que não se sente ameaçada pela profusão de amadores travestidos de profissionais, personagens cada vez mais onipresentes eventos afora com a popularização dos dispositivos móveis que já superam, em muito, o número de habitantes no Brasil.

Wellington e David levaram alguns equipamentos que os ajudaram a se notabilizar como profissionais das imagens (Cleber Monteiro)

O Podcast Atual é mais uma plataforma do Jornal Atual, realizada com apoio da META e do International Center for Journalists (ICFJ). Iniciando a conversa, Wellington Alves começou contando a sua inserção no universo da fotografia, paixão que nutre desde a infância. A admiração o fez trocar um emprego numa empresa de Itaguaí pela profissionalização. “Quando os meus ganhos com a fotografia chegarem ao patamar que ganho no emprego, eu passo a viver de fotografia”, contou ele, apontando o ponto nevrálgico da inflexão profissional que marcou o importante momento de uma vida até então de rotina e stress.

ARQUIVO DE CÂMERAS E EXPEDIÇÃO EM MANGARATIBA

Wellington Alves disse que em 2003 sua mudança de rumos representou uma significativa elevação em seus ganhos, que chegaram a se multiplicar por três. Ele diz que além de atuar com as câmeras ele é um apreciador dos aparelhos, tendo um arquivo de 500 câmeras analógicas, que com alguma frequência exibe em exposições e até em eventos escolares, mostrando equipamentos para estudantes de uma faixa etária que vive imersa na lida com dispositivos digitais, que em nada lembram seus antepassados analógicos.

Para Wellington, o aprimoramento profissional é uma característica daqueles que se dedicam com afinco ao aprendizado aliado à busca pela perfeição, numa estratégia que enxerga a fotografia com identidade. “Quando você coloca a câmera no automático a máquina é que capta a imagem. No manual, você elabora a fotografia na cabeça antes de registrá-la”, acentuou ele, falando sobre a preocupação de conferir à fotografia p status de arte, muito além de apenas um trabalho ou do exercício de um hobby que já o levou a uma expedição em Mangaratiba, ao lado do jornalista Renato Reis, editor do Jornal Atual.

Wellington, Marcelo e David, depois da conversa em que o cinegrafista revelou que vai trabalhar nas Olimpíadas Paris 2024 (Cleber Monteiro)

A CONCORRÊNCIA COM OS CURIOSOS

Pela maneira como exerce o seu ofício, Wellington contou que não se sente ameaçado pelos curiosos que se munem de celulares e smartphones para registrar os mais variados eventos, muitas vezes não respeitando o profissional contratado para captar adequadamente as imagens. “Eu já tomei o telefone de uma pessoa em evento e só devolvi no final”, disse ele, justificando que no final das contas a noiva não vai atrás do curioso reclamar por uma eventual má qualidade do serviço; vai atrás do profissional.

Wellington dividiu intervenções com o cinegrafista Brites, falando sobre um aspecto importante de suas atividades, que para serem exercidas exigem a aquisição de equipamentos muito caros. “Eu gosto de trabalhar com material de ponta, que oferece mais recursos para realizar os trabalhos, para garantir o charme das fotos.

PREFERÊNCIA PELOS CASAMENTOS

Wellington falou também sobre o seu trabalho ao lado da colunista Júlia Mendes, na coluna Onde Comer Costa Verde, do Jornal Atual, mas não conseguiu esconder que sua paixão mesmo é por casamento e, especialmente, por noivas, que, muitas vezes auxilia na produção, sugerindo um papel muito além do de um fotógrafo. “Já tive que ajudar a trocar pneu do carro que levava a noiva para um making-off”, disse ele, revelando também situações inusitadas que viveu, como o de noiva que não queria casar e de noivos que foram parar numa UPA depois da cerimônia.  

A íntegra da conversa de Marcelo Godinho com o fotógrafo Wellington Alves e com o cinegrafista David Brites pode ser assistida abaixo:

UMA PERSONAGEM QUE VIVE A HISTÓRIA DE MANGARATIBA

Mirian Bondim é uma historiadora que carrega como missão a tarefa de manter viva a história da cidade em que nasceu e foi criada. Seja em eventos e projetos de que participa, ela é incansável em legar para a gerações atuais os aspectos relevantes que fizeram e fazem a história do município, incluindo seus patrimônios histórico-culturais, numa preocupação que a levou, depois de muitos anos de pesquisa, a escrever o livro “A história de Mangaratiba por seus patrimônios histórico-culturais”, lançado pela Litteris Editora, em 2021. Em sua participação no Podcast Atual da quinta-feira (29) ela certamente terá muito a contar sobre sua vivência no território de Mangaratiba, valendo-se de uma pós-graduação em arqueologia brasileira.

Mirian Bondim em pose numa icônica paisagem da cidade de Paraty, em uma de suas muitas visitas a sítios históricos da região (Arquivo pessoal)

Redação

O Atual atua desde 2001 em Itaguaí, Mangaratiba e Seropédica com notícias, informações e demais serviços jornalísticos, digitais e audiovisuais. Além disso, aborda ocasionalmente assuntos que envolvem também a Zona Oeste da capital do Rio de Janeiro. O Atual oferece matérias e vídeos em seu site e nas suas redes sociais, com o compromisso de imprensa legítima e socialmente responsável.

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