Rio de Janeiro

Tecnologia da UFRJ pode ajudar pacientes com Parkinson

Protótipo de baixo custo usa estímulos elétricos para reduzir tremores e já é testado em hospital universitário

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram uma tecnologia de baixo custo que pode ajudar a reduzir os sintomas da Doença de Parkinson.

O protótipo está em fase de testes no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. A expectativa é que o tratamento possa estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em até três anos.

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Estímulos elétricos para reduzir tremores

O dispositivo foi criado pelo programa de Engenharia Biomédica da Coppe, da UFRJ. A tecnologia utiliza estímulos elétricos aplicados sobre a pele. Esses estímulos interferem nos sinais do sistema nervoso ligados aos tremores característicos da doença.

Segundo os pesquisadores, o objetivo é reduzir a intensidade dos tremores. Em alguns casos, os sintomas podem até ser interrompidos enquanto o paciente utiliza o equipamento. O protótipo já é usado em pacientes atendidos no hospital universitário. Durante os testes, sensores registram, em tempo real, a intensidade dos tremores.

No caso do paciente Cesário Luiz da Silva, os tremores aparecem quando ele levanta a mão. Um acelerômetro capta o movimento e transforma os dados em gráficos exibidos em um computador. As ondas mostram a frequência e a amplitude do tremor. Quando o dispositivo é aplicado, a diferença aparece nos registros.  Os pesquisadores também trabalham na miniaturização do sistema. A ideia é permitir o uso em casa, possivelmente em forma de pulseira ou luva.

Tecnologia pode ter outras aplicações

Após cerca de 40 minutos de estímulos elétricos, Cesário percebe melhora. “A sensação que eu tenho é de melhorar”, afirma. Especialistas apontam que a tecnologia pode ser uma alternativa para pacientes que não podem passar por cirurgia. O método também pode ajudar pessoas que não respondem bem aos medicamentos.

Além do tratamento do Parkinson, os pesquisadores avaliam outras aplicações. O sistema pode ajudar no diagnóstico precoce da hanseníase. A tecnologia pode identificar alterações de sensibilidade na pele antes mesmo de o paciente perceber os sintomas.

O dispositivo também pode ser usado na reabilitação motora de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). Outra possibilidade é auxiliar na avaliação de neuropatias e doenças genéticas que causam perda sensorial.

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Wanessa Jully

Wanessa Jully é graduanda em Jornalismo na Universidade Estácio de Sá. Atua como estagiária no Jornal Atual, sob a supervisão da jornalista Beatriz Freitas. É amante de futebol e pretende seguir a carreira profissional cobrindo essa atividade.

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