
Com o projeto Minha Coleta, 420kg de uniformes já transformados em peças novas (FOTOS DIVULGAÇÃO)
O Porto Sudeste concluiu uma Prova de Conceito (PoC) com a startup Minha Coleta para estruturar e escalar a logística reversa de uniformes fora de uso, evoluindo iniciativas já testadas em anos anteriores. Viabilizado pelo programa de inovação aberta BlueRio, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o projeto consolida um novo estágio ao garantir rastreabilidade de ponta a ponta e mensuração de resultados, contribuindo para a meta de Aterro Zero até 2030. Do ponto de vista operacional, a parceria endereça gargalos de escala e tecnologia que dificultavam o tratamento de resíduos têxteis no setor portuário. Nesta etapa da PoC, 420kg de uniformes foram transformados em peças novas, promovendo a economia circular virtuosa.
Gerente de Meio Ambiente do Porto Sudeste, Bernardo Castello falou sobre a iniciativa. “Dar uma destinação adequada aos uniformes aposentados sempre foi um desafio para nós. Ao longo dos anos, já realizamos ações pontuais de reaproveitamento, mas ainda enfrentávamos limitações de escala e falta de soluções tecnológicas para resíduos têxteis. Agora, com esta iniciativa, estruturamos um modelo rastreável e replicável, transformando uniformes que antes teriam como destino o aterro em brindes corporativos. Mais do que um projeto ambiental, trata-se de um case de inovação operacional, pois reconfiguramos um fluxo de descarte em uma nova cadeia de valor, com rastreabilidade, critérios de triagem e uma lógica de economia circular, contribuindo diretamente para a nossa meta de Aterro Zero”, comentou ele.
O projeto já apresenta indicadores relevantes. A recuperação de, aproximadamente, 95% do material evitou a emissão de 2,5 toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera (transporte e produção). A iniciativa ainda promoveu uma economia de 13 mil Kw/h de energia (equivalente ao consumo médio mensal de 85 residências brasileiras), e reduziu o consumo de 2,5 mil metros cúbicos de água na cadeia produtiva têxtil. Além do ganho ambiental, o projeto também gera impacto social direto, com aumento de renda para mulheres envolvidas na cadeia produtiva da confecção dos brindes, reforçando a conexão entre sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento local.
A ação integra a estratégia do Porto Sudeste para consolidar a meta de Aterro Zero até 2030. A expectativa é avançar para um novo estágio, encontrando soluções que vão além dos uniformes e incluem também os EPIs (capacetes, luvas, óculos, abafadores). Além disso, a iniciativa vai em busca de profissionais que atuam com upcycling em Itaguaí, promovendo o desenvolvimento do território onde o terminal está instalado. “A Minha Coleta facilita a conexão entre grandes empresas e pequenos atores locais. É também uma facilitadora na verificação e regularização documental para que potenciais prestadores de serviço possam atuar em conformidade e segurança”, finalizou Castello.
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Esta publicação foi modificada pela última vez em 7 de março de 2026 12:12
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