Pilhas de “minério verde” no Porto Sudeste despertam curiosidade

Quem tem o costume de passar às margens da Rodovia Rio-Santos (BR-101), na altura de Itaguaí, já deve ter reparado nas pilhas de minério dos pátios do Porto Sudeste. Porém, nas últimas semanas, o que tem chamado a atenção é a coloração esverdeada do material. Trata-se do novo polímero de alta resistência que vem sendo implementado no terminal para evitar a liberação de partículas de minério – assim como de outros materiais – no ecossistema. O produto, que é biodegradável, à base de celulose, não causa qualquer tipo de dano ao ambiente ou às pessoas. 

Ecologicamente correto, o polímero consiste em uma mistura de agentes aglutinantes de emulsão, surfactantes e produtos à base de celulose reciclados. Ele também pode ser utilizado em outras superfícies, tanto para reduzir emissões de poeira quanto para evitar a erosão de pilhas de armazenamento. “Após a aplicação é criada uma crosta protetora que se firma quase que imediatamente. Até o momento, tem sido uma excelente opção contra ações naturais. Além de proteção, o material tem um aspecto amistoso e de fato, desperta curiosidade”, afirma Bernardo Castello, Gerente de Meio Ambiente do Porto Sudeste.

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PRODUTO EFICAZ

Contudo, a cor verde esmeralda não é a única. Branco, azul, rosa e amarelo são as outras opções. Neste caso, a vantagem fica por conta das possibilidades que o produto oferece, como a marcação de uma determinada carga ou superfície. Outros três fatores pesaram na hora da escolha pelo produto: não poluir as águas subterrâneas, ser atóxico e não corrosivo. O polímero é fabricado no estado do Espírito Santo e chega ao Porto Sudeste ainda em seu formato concentrado. No terminal ele é diluído com água industrial reaproveitada, sendo o caminhão de transporte também o responsável pela aplicação, feita por uma bomba que projeta o material sobre a pilha. O processo leva poucos minutos.  Segundo o fabricante, o polímero também pode ser aplicado em carvão, coque, minérios metálicos, rejeitos de minas e escória, todos materiais sólidos movimentados pelo Porto Sudeste, o que aumenta as chances de uso pelo terminal. “Contratamos essa solução para atuar no prolongado período de seca e a incidência de fortes rajadas de vento. O produto demonstrou uma eficácia superior durante eventos de ventos fortes, se comparado com o polímero convencional utilizado normalmente, que em condições melhores ainda atende de forma satisfatória, mantendo a qualidade do ar”, explica Bernardo.  Ainda de acordo com ele, a medida “representa um melhor controle de emissões de material particulado, o que favorece a comunidade local, colaboradores e meio ambiente”.

Redação

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