A operadora Mirian Oliveira é uma das responsáveis por ditar o ritmo da operação de granéis sólidos (FOTOS DIVULGAÇÃO)
O controle do Porto Sudeste também está nas mãos delas. Em virtude do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, o Porto Sudeste realizou, na terça-feira (7), uma operação comandada por uma equipe 100% feminina. A ação visa contribuir para desmistificar o setor portuário, mostrando que o trabalho pode ser executado por qualquer pessoa, e independe do gênero. Além disso, reforça que as mulheres podem assumir diversos postos de trabalho em um terminal.
No comando da empilhadeira recuperadora, onde tudo começa, Miriam Oliveira é responsável por dar o ritmo da operação de granéis sólidos. Uma das primeiras mulheres a fazer parte do time operacional do Porto Sudeste, Miriam se tornou uma referência no terminal. Indicada à vaga por um amigo, ela conta que não teve medo do desafio. “Ele me disse que a descarga manual era um trabalho pesado. Mas não tive dúvidas e aceitei a proposta na hora, sem medo do trabalho. Com o tempo, fui aprimorando, entendendo o funcionamento do terminal, as operações, os equipamentos. São máquinas pesadas, de proporções gigantescas, mas isso não me assusta. Hoje, sou capacitada para operar qualquer maquinário da operação, e me sinto realizada profissionalmente”, afirma.
DOS SALGADOS ÀS OPERAÇÕES SHIP-TO-SHIP
Engenheira de Planejamentos e Processos em operações ship-to-ship, de transferência de cargas de petróleo e derivados de um navio para outro, Flávia Silveira também se preparou bastante para ocupar o cargo atual. A faculdade, por exemplo, foi paga com a venda de salgados e doces que ela mesmo produzia. “Sempre sonhei em trabalhar no Porto Sudeste e, por isso, me dediquei aos estudos. Enxerguei uma oportunidade para ocupar um lugar de destaque dentro de um setor que ainda é dominado pelos homens. Eu cheguei no início de tudo. O primeiro trem de cargas, a atracação do primeiro navio, a estreia da operação com petróleo. São acontecimentos que formam a história do terminal e, automaticamente, a nossa memória também”, conta Flávia.
CRESCIMENTO GRADUAL NO SETOR PORTUÁRIO
Foi após a maternidade que a operadora de equipamentos Aline Apolinário resolveu apostar na sua vocação. Mas nem sempre foi fácil. Preconceito e machismo foram alguns obstáculos enfrentados por ela. “Lembro de escutar de algumas pessoas que eu deveria largar tudo para cuidar do meu filho. Como se o fato de trabalhar fora fosse algum impedimento para isso. Na verdade, trabalhar também é cuidar de quem a gente ama”, afirma. O ponto de virada ocorreu há cerca de um ano, quando Aline encerrou as atividades na loja de artigos de festas da família para se dedicar exclusivamente ao trabalho no Porto Sudeste. “Lugar de mulher é onde ela quer estar e eu quis estar aqui, fazendo o que eu acredito”. Às mulheres, ela deixa um recado. “Acredite no seu potencial. Não deixe que ninguém diga o que você pode ou não fazer. A escolha é somente sua”, conclui.
O crescimento de postos ocupados por mulheres é gradual no setor portuário. O Porto Sudeste conta com programas de diversidade, que incentivam a participação de todos, e, cada vez mais, incentiva a participação das mulheres nos mais diversos setores do terminal. A promoção da equidade de gênero beneficia não só a empresa, mas a sociedade como um todo.
A jovem atleta Emilly Freitas Feijó, de apenas 11 anos, é um dos grandes destaques…
Com a previsão de chuvas intensas nas próximas horas e ao longo dos próximos dias,…
Descubra como manter margaridas florindo o ano inteiro com cuidados simples de solo, luz, poda…
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) abriu inscrições para…
A Prefeitura de Mangaratiba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inaugurou nesta quinta-feira (3)…
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou dois veículos adulterados na noite de quarta-feira (2) durante…
This website uses cookies.