‘Grave situação orçamentária’, afirma reitor da Rural após novo corte do MEC

No dia 28 de novembro, o Ministério da Educação, a pedido do Ministério da Economia, anunciou um novo corte de recursos para instituições federais de ensino superior – anteriormente, o MEC já havia anunciado um corte de R$ 438 milhões das instituições federais no meio do ano. No dia 1º de dezembro, a pasta chegou a voltar atrás, liberando a verba, porém, tornou a bloqueá-la horas depois, o que levou o reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica, a falar em “grave situação orçamentária”.

Com mais este bloqueio do governo de Jair Bolsonaro (PL) – confirmado pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) –, a Rural deixa de usufruir de R$ 9,7 milhões que constavam no orçamento aprovado na Lei Orçamentária de Anual de 2022.

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Em vídeo postado nesta segunda-feira (5) na página da universidade no Instagram, Roberto Rodrigues lamenta o corte e mostra preocupação com a situação que, segundo ele, fica mais preocupante agora do que já era: “Venho falar da grave situação orçamentária das instituições federais de ensino superior… O orçamento [da Rural], que já era defasado, mas tinha sido aprovado e estava em execução desde o início do ano, não poderá mais ser empenhado”.

Ainda de acordo com o reitor, com as medidas anunciadas pelo MEC, a UFRRJ não terá condições de cumprir com todos os seus compromissos no último mês do ano: “A Rural tomou a decisão, neste mês de dezembro, de pagar somente as bolsas dos nossos alunos. Todas as outras notas não serão pagas”, lamentou Rodrigues, completando: ” A situação é complicada, e estamos gerenciando cada momento”.

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Na semana passada, a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) publicou uma nota lembrando o primeiro corte e alegando que o novo bloqueio, na casa de R$ 366 milhões, “praticamente inviabiliza as finanças de todas as instituições”.

No mesmo texto, a Andifes destaca que “em vista dos sucessivos cortes ocorridos nos últimos tempos, todo o sistema de universidades federais já vinha passando por imensas dificuldades para honrar os compromissos com as suas despesas mais básicas”. A propósito, o ATUAL publicou recentemente a insatisfação de um movimento estudantil com as condições de alimentação, transporte e auxílios na Rural.

Redação

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