Balanço financeiro da Nuclep em 2021 demonstra superávit pela primeira vez na sua história

Junto à Itaguaí Construções Navais (ICN), a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) compõe em Itaguaí, na Ilha da Madeira, um dos mais importantes complexos industriais do estado do Rio de Janeiro e – por que não dizer – do país. Em dificuldades financeiras há alguns anos, a estatal é uma das que integra uma lista de futuras privatizações na mira do governo federal, mas há quem concorde e quem reclame. Enquanto esse processo não ata nem desata, novos rumos já tomaram forma na Nuclep.

A fim de sair do vermelho, em março do ano passado a estatal anunciou que decidiu investir na produção de torres de transmissão para diversificar suas atividades. Parece que o movimento deu certo, porque na última sexta-feira (14) a empresa anunciou um superávit de R$ 105 mil.

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FATURAMENTO E OTIMISMO

Segundo o informe, a empresa virou o ano com cerca de R$ 7,2 milhões em caixa e por volta de R$ 7 milhões em restos a pagar não processados. O faturamento da empresa em 2021 foi em torno de R$ 37,8 milhões com um viés de superávit, pela primeira vez na história da empresa.

 “Mesmo com os desafios impostos pela pandemia em 2021, o resultado orçamentário deixou evidente o esforço dessa gestão. Todas as nossas despesas e investimentos foram executados conforme o planejamento. Encerramos a execução junto ao Ministério de Minas e Energia ratificando a integração e sinergia de todos os setores da Nuclep por um 2022 ainda mais bem sucedido”, destacou o Gerente Geral de Planejamento e Finanças, Genildo Rodrigues de Araújo.

Em março de 2021, o presidente da Nuclep, Carlos Henrique Silva Seixas, disse ao ATUAL (https://jornalatual.com.br/nuclep-inaugura-linha-de-producao-de-torres-de-transmissao-de-energia/) que a expectativa de aumentar o faturamento em 2021 era grande, com previsão de mais alguns milhões em 2022. Segundo ele, o otimismo tem a ver com o fato de que a produtividade da empresa passou a se concentrar também no ramo energético, e não só na fabricação de insumos para a indústria nuclear, de defesa e pesada.

Em mais de uma ocasião, o presidente Seixas declarou que era necessário a Nuclep fabricar algo de forma contínua, e não esporádica, como acontece com peças e insumos para os segmentos nuclear e de defesa.  Ainda de acordo com ele, a chave para o sucesso da Nuclep é a autossuficiência financeira. A boa notícia desse começo de 2022 parece um passo importante nessa direção.

Redação

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