Uncategorized

STF adia decisão e Itaguaí segue em suspense sobre futuro político

Julgamento no Supremo, adiado para quinta-feira (28), mantém indefinição sobre permanência do Dr. Rubão no cargo e paralisa a rotina da cidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para esta quinta-feira (28) o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1355228, processo que pode redefinir os rumos da política de Itaguaí. O caso é o quarto item da pauta da sessão, que está marcada para começar às 14h. A decisão mantém em suspenso a principal dúvida da cidade: o prefeito Rubem Vieira, o Dr. Rubão (Podemos), poderá permanecer no cargo ou será afastado?

A angústia da espera

Enquanto os ministros não batem o martelo, Itaguaí vive dias de incerteza administrativa e política. Secretários, vereadores, servidores e a própria população aguardam o desfecho que pode alterar não apenas o comando do Executivo, mas também toda a rotina da gestão municipal. O impasse paralisa decisões estratégicas e alimenta a disputa entre apoiadores e opositores do prefeito.

Publicidade

O caso de Rubão

O nó jurídico começou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e chegou à Corte em Brasília. Em 2024, Rubão foi declarado inelegível pelo TRE, que entendeu que sua breve passagem pela Prefeitura em 2020 — quando assumiu interinamente — configuraria exercício de mandato. Somado ao mandato em que foi eleito no mesmo período, sua candidatura foi enquadrada como um terceiro mandato consecutivo, o que é vedado pela Constituição.

Mesmo assim, Rubão concorreu às eleições amparado por liminar e obteve o maior número de votos. Dessa forma, não assumiu o cargo em janeiro de 2025, mas apenas em junho, por medida cautelar concedida pelo ministro Dias Toffoli no STF, até que a questão seja definida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No início deste mês, o próprio ministro Dias Toffoli, que havia concedido a liminar favorável a Rubão, pediu vista e suspendeu o julgamento no âmbito eleitoral até que o Supremo defina o caso da Paraíba, que trata do mesmo tema.

O peso de uma decisão nacional

O RE 1355228 teve origem em uma pequena cidade da Paraíba, em situação semelhante à de Itaguaí, e ganhou repercussão geral — ou seja, servirá de parâmetro para todo o país. O que os ministros decidirem vai determinar não apenas o destino de Rubão, mas também a interpretação definitiva sobre se ocupar interinamente o cargo de prefeito dentro dos seis meses anteriores à eleição configura ou não mandato completo.

Para Itaguaí, essa resposta é vital. Até lá, a cidade segue em compasso de espera, dividida entre a continuidade de Rubão e a possibilidade de um novo capítulo político se abrir a partir da decisão da Suprema Corte.

Marcelo Godinho

Marcelo Godinho é bacharel em Comunicação Social, graduado em Jornalismo pela Universidade Gama Filho e é o profissional responsável e fundador do Jornal Atual.

Recent Posts

Porto Sudeste figura entre os mais sustentáveis do país

O Porto Sudeste iniciou 2026 com um dos principais reconhecimentos públicos do setor: alcançou nota…

2 dias ago

Morre o professor Dimas Lindo

Uma das maiores referências na difusão do espírito comunitário em Mangaratiba a na cidade do…

2 dias ago

Detran atualiza prova teórica da CNH no Rio e adota banco nacional

O Detran RJ atualizou as questões do exame teórico de legislação, e passou a adotar…

3 dias ago

Carnaval reúne 50 mil pessoas por dia em Mangaratiba

A Prefeitura de Mangaratiba divulgou nesta quinta-feira (19) o balanço oficial do Carnaval 2026, que…

3 dias ago

Blocos, desfile das campeãs e agenda cultural no fim de semana

O fim de semana mantém o ritmo do Carnaval no Rio. A agenda cultural chega…

3 dias ago

UFRRJ divulga 1ª chamada da lista de espera do Sisu 2026

A UFRRJ divulgou a 1ª Chamada da Lista de Espera do SiSU 2026 e convocou…

3 dias ago

This website uses cookies.