Educação

Primeira aula-passeio em Itaguaí aproxima futuros professores da história local

Estudantes de Belas Artes da UFRRJ percorrem pontos históricos de Itaguaí em atividade para vivenciar práticas educativas fora da sala de aula

Ocorreu ontem (16) a primeira aula-passeio do PIBID, projeto que incentiva a formação de professores para a educação básica, aproximando os estudantes de licenciatura da realidade das escolas públicas ainda durante a graduação. Neste teste da aula-passeio-caminhada, seis alunos do curso de Belas Artes da UFRRJ andaram pelas ruas de Itaguaí acompanhados dos professores Marcelo Amaral e João Nilo da Mota.

Saindo do ponto inicial, no Banco do Brasil, o grupo seguiu para o Chafariz de Itaguaí. O professor João observou que o monumento, um dos mais famosos da cidade, é conhecido como o local por onde Dom Pedro I teria dado de beber a seu cavalo enquanto se dirigia a São Paulo, onde proclamaria a Independência. O chafariz, porém, só veio a ser construído vinte e sete anos depois, de modo que embora o imperador tenha de fato feito uma parada ali, não foi diretamente do chafariz que o equino bebeu. Os alunos pararam para desenhar o monumento em seus cadernos, capturando os detalhes da arquitetura.

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Em frente, fica o prédio histórico da creche ABC da Emília; João contou curiosidades pitorescas sobre o local, e em seguida o grupo seguiu pela Rua General Bocaiúva, aprendendo sobre as construções históricas que incluem a Prefeitura de Itaguaí e o casarão de Quintino Bocaiúva. Logo após, eles seguiram pela rua de cima, passando pelo cemitério de Itaguaí com seu relógio solar logo à frente, e um pouco mais adiante a antiga Praça da Aclamação, atual Dom Luís Guanella. Na sequência, o grupo fez uma parada na praça Vicente Cicarino, e por fim à Casa de Cultura, que funciona no antigo prédio da estação ferroviária.

Conectando História e formação docente

Para os participantes, a aula-passeio não apenas ampliou o repertório histórico e cultural sobre Itaguaí, como também mostrou, na prática, como vivências fora da sala de aula podem tornar o aprendizado mais significativo, criando um olhar sensível e contextualizado para o ensino. A expectativa é que novas caminhadas sejam organizadas, ampliando os trajetos e envolvendo outras turmas e áreas do conhecimento.

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Richard Carrasco

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