Operação Contenção provocou bloqueios e atrasos no transporte público em toda a cidade (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A terça-feira (28) foi de medo e apreensão no Rio de Janeiro. A Operação Contenção, deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, deixou ao menos 64 mortos e 81 presos. Segundo o governo do estado, essa é a maior ação de segurança dos últimos 15 anos e também a mais letal registrada no estado desde a do Jacarezinho, em 2021, quando 27 pessoas morreram.
A megaoperação mobilizou 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar para cumprir mais de cem mandados de prisão e de busca e apreensão. O objetivo é capturar lideranças criminosas e conter o avanço territorial do Comando Vermelho. Entre os mortos, quatro são policiais.
A ação começou nas primeiras horas do dia e paralisou parte da cidade. Escolas suspenderam as aulas e ruas inteiras foram interditadas na zona norte e oeste. Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura, mais de 100 linhas de ônibus tiveram seus trajetos desviados. Linhas intermunicipais com destino a Itaguaí, Seropédica e Mangaratiba registraram atrasos e cancelamentos. O município entrou em estágio 2 de atenção, que indica risco de eventos de alto impacto.
Em nota publicada no X, antigo Twitter, a Expresso Real Rio informou que, devido ao intenso congestionamento na Avenida Brasil, provocado por bloqueios temporários e excesso de veículos, os ônibus das linhas 112 B – Central x Itaguaí, 441 B – Central x Santa Sofia, 444 B – Cabuçu x Central (Via Km-32), 713 B – Cabuçu x Coelho Neto, 712 L – Santa Sofia x Coelho Neto e 442 L – Itaguaí x Coelho Neto estão circulando com intervalos irregulares.
Segundo o Instituto Fogo Cruzado, as operações mais letais dos últimos anos no Rio de Janeiro incluem a de 28 de outubro de 2025, nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 60 civis mortos; a de 6 de maio de 2021, no Jacarezinho, com 27 vítimas; a de 24 de maio de 2022, no Complexo da Penha, que resultou em 23 mortes; a de 21 de julho de 2022, no Complexo do Alemão, com 16 mortos; e a de 23 de março de 2023, no Salgueiro, que terminou com 13 vítimas.
Até o fim da tarde, o balanço parcial indicava 72 fuzis apreendidos e drogas ainda em contabilização. O governo reforçou que a operação segue em andamento.
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