As questões religiosas no Brasil estão presentes no cotidiano de muitas pessoas. Neste país continental com mais de 200 milhões de habitantes observa-se o crescente número de religiões inserido em seu contexto, que se fazem presentes dentro das quatro matrizes religiosas que são: ocidental, oriental, africana e indígena.
O ensino religioso no país tem mais de 500 anos. Inicia-se no descobrimento do Brasil com os padres da igreja, que ao desembarcarem em solo tupiniquim, encontraram os indígenas, a primeira matriz religiosa presente por aqui. Estes padres, os professores da religião cristã tiveram um primeiro desafio: entender a cultura dos indígenas, aprender sua língua, seus costumes e entender a forma com que compreendiam o fenômeno religioso, o sagrado e como se expressava o religioso em suas mentes, para então, posteriormente, converter os referidos indígenas ao cristianismo.
Este exemplo dos padres, mostra com singularidade uma questão presente em nosso século: como ensinar religião ao jovem do ensino fundamental, que muitas vezes vem com uma carga religiosa de seu lar, professando ou não a religião de seus pais ou antepassados e ao chegar em sala de aula tem valores religiosos a conhecer através do professor da disciplina que aplicará o ensino de outras culturas. Será que de fato este jovem tem interesse em entender um pouco sobre religião? Qual seria o interesse deste? São questionamentos que se fazem presentes; perguntas com respostas difíceis de formular, e a população as responde baseadas em senso comum, tratando a religião alheia e desconhecida com menosprezo, indiferença e intolerância.
Conhecer o diferente provoca impacto na mentalidade das pessoas, aceitar verdades diferentes das que possui é algo difícil de aceitar, pois constituem conhecimentos firmados ao tempo e que não receberam um questionamento.
O professor que se gradua nas ciências da religião, recebe uma formação interdisciplinar em variadas religiões, com disciplinas da área da Educação, Sociologia, Filosofia; e aliado a tudo, este profissional necessita de formação e aperfeiçoamento constante, pois no laboratório denominado sala de aula, este transmitirá conhecimentos das mais variadas religiões, sempre respeitando a diversidade presente no contexto e respeitando a Constituição da República Federativa do Brasil, e os elementos que constam na Base Nacional Comum Curricular para o ensino religioso.
A Licenciatura em ciências da religião recebeu sua diretriz curricular nacional em 2018, constituindo a formação docente para atuação do licenciado em sala de aula na educação básica, recebe sólida formação acadêmico científica para desmistificar fenômenos religiosos, e dar respostas aos enigmas humanitários presentes na mentalidade dos alunos. Todos os elementos pautados na ética e respeito às mais variadas religiões presentes em sala de aula e também no contexto populacional, posicionando-se como um agente difusor de conhecimento para esclarecer e combater a intolerância religiosa tão evidente na cultura brasileira.
“A Licenciatura em ciências da religião recebeu sua diretriz curricular nacional em 2018, constituindo a formação docente para atuação do licenciado na educação básica, recebe sólida formação acadêmico científica para desmistificar fenômenos religiosos, e dar respostas aos enigmas humanitários presentes na mentalidade dos alunos”
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