Itaguaí: polícia flagra crimes ambientais em empresa

Policiais militares da 4ª UPAm (Unidade de Policiamento Ambiental) identificaram na sexta-feira (16) uma série de crimes ambientais praticados na propriedade de uma empresa de Itaguaí. Segundo os agentes, a companhia trabalha com reciclagem e sucata de carro.

Ainda de acordo com os policiais lotados na UPAm do Parque da Juatinga, informações repassadas pelo Disque Denúncia – por meio do Linha Verde, programa destinado ao combate a crimes ambientais – apontaram para as irregularidades existentes na empresa, localizada na Rua Seis, Chaperó – o Disque Denúncia não informou o nome da empresa.

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Após a autorização do proprietário, a equipe entrou no local e constatou a operação de depósito e prensagem de sucatas de veículos automotores e demais tipos de sucatas metálicas. Dentre as irregularidades, estava poluição ao lençol freático em um terreno com 8 mil metros quadrados, já que diversos objetos com resíduos perigosos dispostos no solo e sem qualquer contenção. Por exemplo, baterias veiculares, motores e reservatórios de óleo de motor, além de tambores de armazenamento de óleo.

Os policiais identificaram também acúmulos de água, o que facilita a proliferação do Aedes Aegypti (Divulgação)

Ainda durante a fiscalização, os agentes verificaram que a empresa realizava suas atividades a menos de 30 metros de um curso de água, onde se observou a fauna aquática, com diversos alevinos (peixes recém-nascidos). A falha contraria uma lei ambiental que delimita as áreas de preservação permanente

No local, também havia acúmulos de água, o que facilita a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zyka e chikungunya, além da ausência de relógios medidores, o que configura uma suposta ligação clandestina de energia elétrica – confirmada posteriormente pela concessionária responsável.

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Questionado, o proprietário admitiu não possuir nenhuma licença ambiental pertinente e acabou conduzido para a 50ª DP (Itaguaí), onde prestou esclarecimentos e acabou liberado.

Na delegacia, o inspetor da Polícia Civil revelou que já havia um inquérito aberto no âmbito ambiental contra a empresa, que vai responder pelos seguintes crimes ambientais: operar sem licença; poluir o solo por lançamento de resíduos; e dispor, guardar ou transportar resíduos sólidos em desconformidade com a regulamentação pertinente.

O Disque Denúncia pede que, para denunciar crimes ambientais, a população ligue para os números (21) 2253-1177 e 0300 253 1177 – ambos com WhatsApp anonimizado, técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa.

Redação

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