O projeto é uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação e visa o aprimoramento educacional dos alunos a partir do manejo da agricultura (FOTOS DIVULGAÇÃO)
O projeto Horta Inclusiva, do Porto Sudeste, acaba de ganhar uma unidade no Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado (CMAEE). Ela é dedicada ao atendimento de pessoas com deficiência (PcD) no município de Itaguaí. O projeto, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, visa o aprimoramento educacional dos alunos a partir do manejo da agricultura.
A iniciativa conta com 15 alunos e tem como foco o desenvolvimento sensorial e pedagógico de crianças cegas. Também inclui as com baixa visão, para promover a inclusão por meio da vivência na natureza, do cultivo coletivo e do acesso ampliado à educação ambiental.
O projeto Horta Inclusiva nasceu com um propósito: tornar os espaços de cultivo – com seu ritmo natural, diversidade sensorial e práticas colaborativas – um ambiente terapêutico e pedagógico potente para a comunidade. As atividades promovem a inclusão por meio do cuidado com a terra, do contato com a natureza e da participação ativa na construção de um espaço comum. Os encontros estão marcados para as quintas-feiras, quinzenalmente, com duração de 2 horas cada. As atividades acontecem de agosto a novembro, totalizando oito reuniões.
Educadora ambiental que atua como analista de responsabilidade social do Porto Sudeste, Paula Lima falou sobre o projeto. “Eu lembro de quando plantamos as primeiras mudas, há mais de 10 anos. A Horta Inclusiva funcionou como um laboratório vivo para inúmeras pessoas. Ajudou a reduzir a seletividade alimentar dos alunos, bem como no desenvolvimento das habilidades comunicacionais de cada um. O apoio da comunidade foi fundamental para a realização dessa atividade e veremos com o tempo a potencialidade que esse projeto tem no desenvolvimento das nossas crianças”, afirmou a
A Horta Inclusiva já é uma realidade em duas unidades: a Escola Municipal Elmira Figueira, com foco em estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), com adultos com deficiência intelectual, auditiva e síndrome de Down. A iniciativa teve reconhecimento por sua relevância ao ser celebrada no mês de junho com o prêmio Portos e Navios de Responsabilidade Socioambiental.
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