A dália gigante precisa de tutor já na fase inicial ou não floresce - Imagem do Freepik
Quando plantei minha primeira dália gigante, imaginei que ela se desenvolveria como as outras flores do jardim: rega, sol e um pouco de carinho bastariam. Ledo engano. A planta cresceu de um jeito impressionante e, antes que eu percebesse, estava caída, curvada ao meio, como se pedisse ajuda. Foi aí que aprendi, da forma mais prática possível, que a dália gigante precisa de tutor desde cedo, ou não floresce como deve.
Se você está pensando em cultivar essa flor espetacular, com suas inflorescências do tamanho de um prato de jantar, saiba que o tutoramento não é um detalhe: é uma etapa essencial. E neste artigo eu explico por quê — com experiência de quem aprendeu apanhando da natureza.
A dália gigante é uma das espécies mais impressionantes do universo das ornamentais. Com flores que podem chegar a 30 cm de diâmetro, ela é muito usada em jardins de destaque, arranjos exuberantes e até como planta única em vasos grandes.
Mas o que muita gente não percebe é que todo esse charme vem com um custo físico: o peso das flores é tão grande que os caules, por mais fortes que sejam, não aguentam sozinhos. Especialmente se a planta estiver em fase de crescimento acelerado ou enfrentando ventos e chuvas.
O tutor — aquele suporte que guia e sustenta a planta — deve ser colocado logo nos primeiros 20 a 30 cm de crescimento, ainda quando o caule é flexível. Isso evita que:
Além disso, colocar o tutor cedo impede danos nas raízes, já que enfiar um suporte depois de a planta estar grande pode machucar o sistema radicular e afetar o florescimento.
Não existe só um jeito de tutorar a dália gigante, mas algumas boas práticas fazem toda a diferença:
Simplesmente: sua dália gigante pode não florescer direito, ou florescer e logo quebrar. O peso das flores costuma dobrar o caule, interrompendo o transporte de seiva e levando a planta a murchar precocemente. Ou pior: uma chuva forte pode quebrar a haste principal, comprometendo toda a floração daquela temporada.
Além disso, quando os botões ficam muito próximos ao chão, o risco de ataque por fungos e insetos aumenta bastante. Isso sem falar na frustração de ver uma flor tão linda desabando antes do tempo.
Sim, mas é preciso um vaso grande, com pelo menos 40 cm de profundidade e 30 cm de diâmetro, além de uma boa drenagem e substrato rico em matéria orgânica. Mesmo no vaso, o tutor é indispensável — talvez ainda mais do que no canteiro, já que a estabilidade da planta é menor em recipientes.
Ah, e vale reforçar: não economize no espaço ou no tutor. A dália não é uma plantinha discreta — ela exige estrutura, sol pleno e suporte firme para mostrar tudo o que pode.
Claro! Muita gente usa estruturas decorativas para tutorar a dália, como arcos, molduras de ferro ou até treliças personalizadas. O importante é que o suporte acompanhe o crescimento da planta sem sufocar e que mantenha a estética do seu jardim.
Em projetos mais elaborados, o tutoramento pode até compor o paisagismo, transformando-se em parte da decoração. É o casamento entre função e beleza — do jeitinho que a dália gosta.
Vale, e muito. Cultivar uma dália gigante é como criar um espetáculo natural no quintal. Mas como todo espetáculo, exige bastidores bem cuidados: estrutura, atenção e prevenção. Se você começar certo, com tutor firme desde os primeiros dias, a recompensa virá em forma de flores gigantes e deslumbrantes, daquelas que fazem qualquer vizinho parar para perguntar.
Então, fica a dica: não subestime a força de uma flor que encanta pelo tamanho. Com o tutor certo, a dália gigante vai crescer ereta, forte e pronta para brilhar.
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