Adubar jiboia sem entender pode atrapalhar o crescimento - Imagem gerada por IA
A jiboia é uma das plantas mais populares nas casas brasileiras — e não é à toa. Bonita, resistente e fácil de cuidar, ela se adapta bem a ambientes internos e traz aquele toque de verde que transforma qualquer canto. Mas apesar da fama de planta “indestrutível”, há um erro comum que compromete seu desenvolvimento: adubar sem respeitar o estágio de crescimento da planta.
Sim, adubar demais ou na fase errada não só atrasa o crescimento da jiboia, como pode causar folhas amareladas, enraizamento fraco ou até estagnação total. Entender o ciclo da planta é o primeiro passo para um verde cheio de vida — e não só decorativo.
A jiboia (Epipremnum aureum) passa por fases distintas que afetam diretamente suas necessidades nutricionais:
Cada uma dessas etapas exige um tipo diferente de atenção e, principalmente, um ritmo diferente de adubação.
Esse é o erro mais comum. Muita gente, ao plantar uma muda de jiboia na água ou em terra, já aplica adubo achando que isso vai acelerar o crescimento. O resultado é o oposto: a planta, ainda sem raízes firmes, não consegue absorver os nutrientes, e o excesso pode “queimar” as partes jovens.
O que fazer:
Nos primeiros 30 a 40 dias após o plantio ou replantio, mantenha apenas água limpa (caso esteja na água) ou substrato leve e úmido (se estiver no vaso). Deixe a planta se adaptar e enraizar antes de qualquer adubação.
Quando a jiboia começa a emitir folhas novas, os ramos crescem visivelmente e o verde fica mais vibrante, é sinal de que ela está na fase ativa. Aqui sim o adubo faz diferença — mas precisa ser o tipo certo.
O ideal:
Importante: aplique sempre sobre o solo úmido e nunca em períodos de estresse hídrico (muito calor ou após transplante).
Se sua jiboia já atingiu o tamanho desejado e você só quer que ela se mantenha saudável e bonita, a adubação deve ser espaçada e mais leve. Forçar o crescimento pode causar hastes muito finas, folhas deformadas ou desbalancear o sistema da planta.
Sugestão prática:
Saber identificar os sinais de erro é essencial. Veja o que observar:
Se notar esses sinais, o ideal é suspender a adubação por 2 semanas, trocar parte do substrato e retomar com doses leves.
Além do tipo de adubo e do momento, a forma de aplicação interfere no resultado. Evite jogar diretamente sobre as folhas ou próximo ao caule central. O correto é:
A adubação foliar pode ser útil em jiboias muito debilitadas ou que estão se recuperando, mas deve ser usada com cautela. A pulverização deve ser feita no início da manhã, com soluções bem diluídas e nunca em dias de muito calor. Para uso regular, prefira a adubação pela raiz — é mais segura e eficaz a longo prazo.
Com a jiboia, a regra é simples: menos adubo com regularidade é melhor do que doses intensas esporádicas. A planta é adaptável, mas responde melhor a constância e equilíbrio do que a “força bruta” dos nutrientes.
Se você respeitar o tempo dela, observar os sinais e adubar conforme o estágio, sua jiboia vai crescer com força, beleza e sem te dar dor de cabeça.
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