5 dicas para começar a investir em renda fixa

O mercado de renda fixa no Brasil segue em forte expansão, consolidando-se como uma das principais alternativas para investidores que buscam segurança e previsibilidade. Em 2024, o setor alcançou um novo marco histórico, impulsionado pela manutenção da taxa Selic em patamares elevados e pelo aumento da demanda por ativos de menor risco.

De acordo com os últimos dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), divulgados no fim de janeiro, a captação no mercado de capitais atingiu R$ 720,8 bilhões de janeiro a dezembro, representando um crescimento de 48,2% em relação a 2023 e estabelecendo um novo recorde.

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As debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas) continuam a ser o destaque do setor, com R$ 435,2 bilhões emitidos ao longo do ano. Entre os principais destinos desses recursos, estão infraestrutura, gestão ordinária e pagamento de dívidas. Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) somaram R$ 58,2 bilhões, enquanto os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) chegaram a R$ 39,8 bilhões. Já os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) registraram R$ 70,5 bilhões, consolidando um novo recorde para essa modalidade.

A projeção do PeerBR, plataforma de investimento em crédito privado do país, é que a renda fixa continue a ser um pilar essencial para investidores em 2025. “O cenário econômico global segue desafiador, e no Brasil as questões fiscais continuarão influenciando o comportamento dos investidores. Isso deve manter a busca por ativos que ofereçam proteção e previsibilidade”, destaca Marcos Barros, CEO do PeerBR.

Para quem deseja aproveitar esse crescimento e dar os primeiros passos no universo da renda fixa, Marcos Barros compartilha cinco dicas essenciais. Confira!

1. Defina seus objetivos financeiros

Antes de investir, é fundamental entender qual a finalidade do seu investimento. “Seja para montar uma reserva de emergência, planejar a compra de um imóvel ou garantir uma aposentadoria tranquila, cada objetivo exige uma estratégia específica”, afirma Marcos Barros. Para reservas de curto prazo, ativos mais líquidos, como Tesouro Selic, são recomendados. Já para metas de longo prazo, opções com prazos mais longos podem oferecer retornos mais vantajosos.

2. Conheça os tipos de investimento em renda fixa

O mercado de renda fixa oferece diversas opções, como títulos públicos (Tesouro Direto), debêntures, CRIs e CRAs, estes últimos são alternativas que podem oferecer rentabilidades mais atrativas, dependendo da estrutura da operação e das garantias envolvidas.

O investidor deve escolher operações que passam por uma análise rigorosa para aumentar a segurança do investimento (Imagem: Alina Troeva | Shutterstock)

3. Priorize segurança e garantias

Mesmo na renda fixa, há diferentes níveis de proteção para o investidor. “É essencial avaliar a solidez dos emissores e as garantias associadas ao investimento”, afirma o profissional. É importante escolher operações que passam por uma análise rigorosa, com estruturação jurídica e lastros que aumentam a segurança das ofertas. Investidores devem sempre observar se há garantias reais, como cessão de recebíveis, alienação fiduciária ou fianças corporativas, para mitigar riscos.

4. Considere a liquidez dos investimentos

A liquidez, ou seja, a facilidade de resgatar o dinheiro investido, é um fator crucial para quem está começando. “Se o investidor precisar do dinheiro antes do vencimento do título, poderá ser obrigado a vender a um preço desfavorável”, alerta o CEO do PeerBR. Por isso, é essencial alinhar os prazos dos investimentos às necessidades financeiras do investidor.

5. Diversifique a carteira de renda fixa

Assim como na renda variável, diversificar os investimentos em renda fixa pode reduzir riscos e ampliar as oportunidades de ganhos. “Ao combinar diferentes tipos de ativos, o investidor pode equilibrar segurança e rentabilidade de maneira eficiente”, finaliza Marcos Barros.

Por Beatriz Moço

EdiCase Jornal Atual

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