domingo, novembro 28, 2021
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Vacinação traz alívio para alunos e servidores da UFRRJ

O que pode significar a diferença entre a vida e a morte tem sido aplicado nos braços de alunos e funcionários da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O sentimento de alívio envolve o campus da universidade, também conhecida como “Rural”. Graças ao acordo feito com a Prefeitura Municipal de Seropédica (PMS), a campanha de vacinação contra o Covid-19 iniciou-se no dia 7 de junho. Mais de mil pessoas foram vacinadas com a primeira dose e conseguem enxergar um futuro mais feliz e livre do coronavírus.
A UFRRJ informou que cerca de 500 trabalhadores e 600 estudantes receberam a vacina. Na ordem de prioridade, os primeiros a serem vacinados foram os funcionários que exercem trabalhos essenciais presencialmente. Depois, foi a vez dos servidores que atuam remotamente, mas que ainda precisam frequentar o campus. Para os alunos, o cro

O que pode significar a diferença entre a vida e a morte tem sido aplicado nos braços de alunos e funcionários da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O sentimento de alívio envolve o campus da universidade, também conhecida como “Rural”. Graças ao acordo feito com a Prefeitura Municipal de Seropédica (PMS), a campanha de vacinação contra o Covid-19 iniciou-se no dia 7 de junho. Mais de mil pessoas foram vacinadas com a primeira dose e conseguem enxergar um futuro mais feliz e livre do coronavírus.

A UFRRJ informou que cerca de 500 trabalhadores e 600 estudantes receberam a vacina. Na ordem de prioridade, os primeiros a serem vacinados foram os funcionários que exercem trabalhos essenciais presencialmente. Depois, foi a vez dos servidores que atuam remotamente, mas que ainda precisam frequentar o campus. Para os alunos, o cronograma começou com os bolsistas de pesquisa e de apoio técnico. Além desses, estagiários e estudantes que vivem no alojamento do campus também receberam a dose inicial.

Devido à pandemia de Covid-19, a maioria das atividades presenciais da Rural foram suspensas em março de 2020 e permanecem assim até hoje. A partir desse momento, a UFRRJ começou a atuar principalmente no ambiente virtual, inclusive com aulas remotas. Nesse período, muitos publicaram relatos nas redes sociais: funcionários e alunos da universidade que sofreram com os efeitos negativos dessa mudança em seus espaços de atuação. Com campanha de vacinação, entretanto, a comunidade acadêmica começa a demonstrar um novo sentimento: alívio.

O ACORDO

Em maio, a Prefeitura de Seropédica e a Universidade Rural realizaram um acordo para que os profissionais de ensino superior fossem incluídos no grupo prioritário para a vacinação. A parceria dependia da disponibilidade de doses enviadas pelo Ministério da Saúde e se concretizou com êxito em junho. Com isso, alunos e servidores passaram a contar com as doses independentemente do calendário municipal, que, na primeira semana de julho, vai vacinar pessoas entre as idades 51 e 46.

Em nota, a Prefeitura enfatizou a importância da colaboração com a UFRRJ: “É essencial ao desenvolvimento do Município uma relação de parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em diferentes áreas de atuação. A relação amistosa entre as instituições corresponde ao anseio da população seropedicense, tendo como principal propósito conceber de forma conjunta soluções para os entraves e novas possibilidades de desenvolvimento para Seropédica”.

A Rural, por sua vez, comunicou: “No que se refere especialmente à UFRRJ, os acordos feitos com as prefeituras foram para garantir a segurança de saúde dos trabalhadores que necessitam estar em trabalho presencial, pois desempenham serviços essenciais; e os trabalhadores e estudantes que desenvolvem trabalhos que precisam estar em atuação presencial eventualmente, seja no setor administrativo, seja no setor da pesquisa. Nós esperamos que o benefício da vacina chegue a todos os brasileiros o mais breve possível”.

EMOÇÃO

Mylena Machado, 21 anos, estuda Jornalismo e é estagiária no Colégio Técnico da UFRRJ (CTUR). Ela recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca no dia 29 de junho e disse ter ido ao posto médico acompanhada por seu pai e pelo irmão, que entrou junto para registrar o momento com uma foto. “Eu estava muito nervosa de felicidade, sabe? Achei que ia chorar, mas foi muito rápido”, relatou a estudante, que ainda falou da situação de sua família: “Meus pais tomaram a vacina essa semana também, então foi muita felicidade aqui em casa. Só falta meu irmão, mas ele tem 18 anos e deve demorar um pouquinho ainda. Achei que para mim ia demorar também, mas felizmente consegui por causa do estágio”.

Já com Daniel Corban Rodrigues foi um pouco diferente: ele é coordenador da Editora da UFRRJ (Edur) e tomou a primeira dose da vacina, também da AstraZeneca, no dia 9 de junho. Pelo WhatsApp, disse que estava sozinho, pois sua esposa não pôde acompanhá-lo: “Pedi que uma amiga, que por acaso encontrei por lá também para a vacinação, tirasse uma foto. Acho que esse dia todos querem registrar. Quando enfim me vacinei, tive uma sensação de alívio”, ele confessou. Daniel revelou que os procedimentos do setor foram bem organizados e a espera foi tranquila.

O diretor da Divisão de Saúde da UFRRJ, Luiz Sá, falou sobre como o serviço é realizado com muito afinco, amor e sempre visa o bem-estar do ser humano. Ele trabalha na Rural há pouco tempo e expressou gratidão por poder colaborar: “Esse é um dos maiores legados que vou levar, ter participado desse momento tão importante para a população acadêmica”, ele contou. Luiz agradeceu a todos os envolvidos e aos agentes de saúde de Seropédica que estiveram no posto médico.

ROTINA NO POSTO

Luiz Sá também informou que a organização da campanha foi feita a partir da lista enviada diariamente pela Reitoria com o nome de alunos e servidores que deveriam ser vacinados. As aplicações ocorreram no posto médico do campus de Seropédica, que fica na BR-465 e dispõe de um serviço de emergência com atendimento médico que opera 24 horas por dia. No momento, as doses destinadas à UFRRJ já foram todas distribuídas e Luiz disse: “Creio que com o adiantamento do calendário de vacinação em Seropédica, não precisaremos mais vacinar aqui”. Mas ele ressaltou que, se houver piora no quadro epidemiológico, podem voltar com a campanha no posto da Rural.

O acordo feito entre a Universidade e a Prefeitura desempenhou um papel importante para formação do sentimento de esperança da comunidade da Rural e, consequentemente, da cidade de Seropédica. De alguma forma, as pessoas começam a enxergar uma realidade em que tudo retorna ao normal. Para a aluna Mylena Machado, por exemplo, e para muitos outros que agora esperam a segunda dose, é como ver uma luz no fim do túnel.

 

 

Escrito por Anny Fernandes 

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