sexta-feira, outubro 22, 2021
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Rede social para negras e negros tem representante de Itaguaí

FOTOS DIVULGAÇÃO/DOUGLAS JACÓCELSO ATHAYDE, fundador da Cufa, também teve a ideia que criar a Black & Blac

A partir desta sexta-feira (24) brasileiros dos 27 estados e internautas de 17 países estarão interligados por uma rede social destinada a promover a interação entre negras e negras, com debates, discussões, opiniões e troca de conteúdos sobre empregabilidade, empreendedorismo, beleza, religião, política, cultura, lazer, saúde e outros temas. A Black & Black foi idealizada pelo comandante da primeira holding social do mundo, a Favela Holding (FHolding), grupo de empresas unidas no propósito central de estimular o desenvolvimento de favelas e de seus moradores, atuando junto a empreendedores comunitários, fomentando e promovendo novas oportunidades de negóci

FOTOS DIVULGAÇÃO/DOUGLAS JACÓ
CELSO ATHAYDE, fundador da Cufa, também teve a ideia que criar a Black & Blac

A partir desta sexta-feira (24) brasileiros dos 27 estados e internautas de 17 países estarão interligados por uma rede social destinada a promover a interação entre negras e negras, com debates, discussões, opiniões e troca de conteúdos sobre empregabilidade, empreendedorismo, beleza, religião, política, cultura, lazer, saúde e outros temas. A Black & Black foi idealizada pelo comandante da primeira holding social do mundo, a Favela Holding (FHolding), grupo de empresas unidas no propósito central de estimular o desenvolvimento de favelas e de seus moradores, atuando junto a empreendedores comunitários, fomentando e promovendo novas oportunidades de negócios.
À frente da iniciativa está o celebrado executivo Celso Athayde, que na FHolding exerce a função de CEO (Chief Executive Officer, no inglês), que significa diretor geral ou presidente. Com a nova rede social ele quer aproveitar a experiência que acumulou na FHolding para ajudar quem nem sempre tem as portas abertas para a realização de um sonho pessoal ou profissional. “É um projeto que já está conectado com as coisas que faço no dia a dia”, define ele, que deseja promover interações, troca de conteúdos e a junção de movimentos negros hoje espalhados na internet. A partir de agora, eles poderão compartilhar conteúdos por meio do endereço www.blackeblack.com.
Segundo Celso Athayde, apesar de ainda estar em versão beta, a plataforma já tem algumas personalidades como usuários, incluindo o ator Lázaro Ramos, o também ator e cantor Sergio Loroza, o rapper MV Bill, a colunista Flávia Oliveira e o humorista Hélio de La Peña. Moradora de Itaguaí e representante da Central Única de Favelas (Cufa) em Chaperó, a líder comunitária Valéria Fernandes também integra a Black & Black. “Será a primeira rede social exclusivamente para negros e negras. Antes mesmo do lançamento já estamos em teste. Somos negros que precisamos mostrar para nossos que tudo podemos se quisermos”, animou-se ela, em entrevista ao Jornal Atual.
Faz parte do objetivo do projeto juntar diversos movimentos negros que atuam no Brasil e no mundo e que estão separados na internet, como bailes blacks, beleza negra e religiões afro, por exemplo. Athayde diz trabalhar e investir na Black & Black há quatro anos, que ele classifica também como uma corrente global, cujos membros serão chamados de “Elo”. Apesar de voltada para o público e para a cultura preta, o CEO da FHolding acrescenta que nada impede que não negros e brancos sejam um dos Elos. “É uma rede social que sincroniza culturas, interesses e não tem ódio. É um movimento de positividade, acentua Celso Athayde.
O lançamento oficial da rede social será essa semana, mas a versão final da plataforma tem como previsão uma data em setembro. A tecnologia é desenvolvida pela Cativa Digital e os testes começaram em 2018. Segundo Athayde, a interface tem uma mescla de funcionalidades encontradas em outras redes sociais, mas o conjunto de técnicas para a criação da ferramenta é a própria vivência de seu criador. Por enquanto, o menu do site conta com conteúdo atualizado, perfil e opções de conexão com novos e velhos amigos, além de palavras-chave de discussão para assuntos como empreendedorismo afro, política e entretenimento.
O aplicativo da rede social já está disponível para dispositivos Android e até o final do mês deve ser lançado para o iOS também. Nos próximos meses, a plataforma ainda deve ganhar notificações para os participantes, compartilhamento em outras redes sociais, marcação de usuários e criação de grupos e enquetes. “É um projeto que já está conectado com as coisas que faço no dia a dia”, ressalta Celso Athayde, que também é o fundador da Cufa. “Há um potencial expressivo de pessoas e empresas que querem falar com esse público. Agora eles podem falar com uma rede inteira, de uma só vez”, explica ele.

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VALÉRIA FERNANDES representa a Cufa em Chaperó, atuando em diversas ações sociais
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