domingo, outubro 24, 2021
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Exonerado do Ipem, Luis Machado teve que se explicar à polícia

ENCRENCA Foi efêmera a passagem do engenheiro Luís Machado dos Santos pela presidência do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). Ele foi demitido na segunda-feira (10), pouco menos de dois meses depois de assumir o cargo, sendo abatido na sequência de uma denúncia segundo a qual oito fiscais da autarquia se passavam por policiais civis para extorquir dinheiro de empresários e comerciantes na Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, entre os servidores acusados há dois de carreira e seis comissionados, um dos quais então chefe de gabinete de Luis Machado. 

Além da exoneração, publicada no Diário Oficial do Estado da segunda-feira, Luis Machado passou por constrangimento ainda maior, sendo obrigado a prestar esclarecimentos à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, à Delegacia de Defesa dos Serviços Delegad

ENCRENCA Foi efêmera a passagem do engenheiro Luís Machado dos Santos pela presidência do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). Ele foi demitido na segunda-feira (10), pouco menos de dois meses depois de assumir o cargo, sendo abatido na sequência de uma denúncia segundo a qual oito fiscais da autarquia se passavam por policiais civis para extorquir dinheiro de empresários e comerciantes na Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, entre os servidores acusados há dois de carreira e seis comissionados, um dos quais então chefe de gabinete de Luis Machado. 

Além da exoneração, publicada no Diário Oficial do Estado da segunda-feira, Luis Machado passou por constrangimento ainda maior, sendo obrigado a prestar esclarecimentos à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, à Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados e à Delegacia do Consumidor.

Através da rede social Facebook, o Jornal Atual tentou entrar em contato com Luis Machado para saber os desdobramentos do caso e o que ele tinha a dizer em sua defesa. No entanto, ele não respondeu ao contato. Mas, ouvido no sábado pelo Jornal O Globo, Machado disse que desconhecia os crimes cometidos pelos servidores, inclusive pelo seu chefe de gabinete. Acrescentou ainda que estava tranquilo e que nunca teve ligação com os crimes cometidos pelos acusados.

Quando a reportagem d’O Globo o questionou sobre um vídeo da Polícia Civil, que mostra o momento em que os investigadores encontram dinheiro de propina no carro da autarquia e um servidor diz que estava lá a mando do diretor, Machado afirmou que não mandou ninguém recolher dinheiro nenhum. “Eu nunca tive nada a ver com isso. A empresa funciona de acordo com a lei. Tive conhecimento dos fatos, e agora é aguardar o desenrolar das investigações. Não posso me manifestar sobre algo que não sei. Seria fazer conjectura. Os advogados estão vendo o que aconteceu”, disse ele. Sobre a exoneração, Machado procurou minimizar o ocorrido. “É um cargo político. O governador tem o poder para nomear e exonerar quem ele quiser”, disse

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