quinta-feira, outubro 21, 2021
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CAOS ADMINISTRATIVO NA “SAÚDE” DE CHARLINHO

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Na cidade do porto o que impera é o desperdício, segundo denuncia diligência do Legislativo Num município em que pessoas clamam por medicamentos e outros insumos, prefeitura deixa produtos estragando em pardieiro disfarçado de depósito A DILIGÊNCIA foi realizada na sexta-feira, na sede do Cemes, próximo do Centro (FOTO NICOLAS TEIXEIRA) INACREDITÁVEL Os exemplos de má administração, falta de diálogo e de uso sem zelo do dinheiro público são marcas muito conhecidas da administração do prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Junior, o Charlinho. Os fatos que se sucedem a cada dia na cidade, numa frequência impressionante, comprovam que falta à atual gestão mínimas condições de levar o município rumo ao esperado desenvolvimento, com melhor qualidade de vida para a população. Mais um exemplo disso foi comprovado na sexta-feira (15)

Na cidade do porto o que impera é o desperdício, segundo denuncia diligência do Legislativo

Num município em que pessoas clamam por medicamentos e outros insumos, prefeitura deixa produtos estragando em pardieiro disfarçado de depósito

A DILIGÊNCIA foi realizada na sexta-feira, na sede do Cemes, próximo do Centro (FOTO NICOLAS TEIXEIRA)

INACREDITÁVEL Os exemplos de má administração, falta de diálogo e de uso sem zelo do dinheiro público são marcas muito conhecidas da administração do prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Junior, o Charlinho. Os fatos que se sucedem a cada dia na cidade, numa frequência impressionante, comprovam que falta à atual gestão mínimas condições de levar o município rumo ao esperado desenvolvimento, com melhor qualidade de vida para a população. Mais um exemplo disso foi comprovado na sexta-feira (15), durante uma diligência deflagrada pelo vereador Gil Torres no Centro de Especialidades (Cemes), oportunidade em que estava acompanhado do presidente da Câmara Municipal de Itaguaí (CMI), Rubem Vieira; e do promotor público Jorge Abdelahy. O que eles encontraram é mais uma demonstração de completo descaso com a causa pública.

Na condição de presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Itaguaí, o vereador Gil Torres visitou o que deveria ser um depósito de suprimentos para a rede municipal de Saúde, mas na realidade o que ele encontrou, num local absolutamente inapropriado, foi um amontoado de medicamentos, leite em pó, antibióticos e analgésicos vencidos e armazenados em local impróprio, em meio até a materiais inflamáveis.

Segundo o Gil Torres, a diligência com autorização judicial ocorreu após ele ter recebido em seu gabinete uma denúncia de que estava sendo feito o deslocamento de remédios da prefeitura para o Cemes. “Fui averiguar de perto e constatamos de fato ocorrido. A denúncia era acerca de irregularidades relacionadas ao depósito, manejo e transporte e descarte de medicamentos no município de Itaguaí. Encaminhei um ofício à presidência da Câmara Municipal de Itaguaí, que encaminhou a denúncia à Promotoria. O MP conseguiu uma ordem judicial com o juiz da Comarca e fomos de perto acompanhar o promotor. Chegamos ao local e encontramos farta quantidade de remédios e insumos vencidos”, explicou o vereador. 

PRODUTO COM alto preço e bastante necessário para muitas crianças, o leite em pó NAN adormecia em meio ao caos (FOTO REPRODUÇÃO)

Gil Torres destacou sua indignação com as vidas que foram perdidas por falta de remédios e das crianças que precisam do leite em pó NAN. “Recebemos várias reclamações de falta de remédio e de pais que buscavam pelo leite na prefeitura e eram informados de que não tinha”, contou o vereador, lamentando o descaso com a população.

De acordo com presidente da CMI, Rubem Vieira, o promotor disse que vai separar o caso, encaminhando uma parte para a Promotoria da Saúde e a outra para parte criminal. Rubem Vieira disse que os representantes da prefeitura, que abriram o depósito para o promotor, alegaram que devido ao fechamento dos postos de saúde os medicamentos vencidos foram recolhidos. “Só que a maioria desses medicamentos venceu em fevereiro desse ano. E os postos estão fechados há mais de um ano”, indignou-se Rubem Vieira.

O vereador Gil Torres disse não entender o comportamento do prefeito. “A gente quer tentar entender porque se deixou vencer aquela farta quantidade de remédios e não se fez uma programação para comprar. É um descaso total! Tem muito dinheiro jogado fora. A gente está falando de saúde, com vida de pessoas. O mais interessante é que o prefeito Charlinho pagou uma nota de R$ 2,5 milhões para uma empresa de medicamentos. Eu quero tentar entender porque tirou esses remédios da prefeitura. No depósito tem álcool e outros materiais inflamáveis que podem até provocar uma tragédia, já que há pessoas sendo atendidas embaixo”, completou Gil Torres, dizendo que vai chamar a secretária de Saúde para esclarecer todas essas questões. “Se o prefeito não quer administrar, governar e fazer o melhor para o município, renuncie”, concluiu.

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