segunda-feira, novembro 29, 2021
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Iyagba Festival celebra 31 anos do Ilé Asè N’Ibain

O Centro Ilé Asè N’Ibain comemorou 31 anos de existência, no dia 8 de dezembro, com o Iyagba Festival, um dos maiores eventos de resistência e luta do resgate da cultura religiosa africana do estado, que contou com a participação de mais de 350 pessoas ligadas à cultura afro de várias partes do Brasil.
O festival apresentou, além do aspecto religioso, música, dança e culinária de origem africana. Entre os presentes, estavam delegações da Nigéria, Itália e Estados Unidos, além diversos estados brasileiros.
O babalorixá Elias Garcia de Oliveira, responsável pelo Centro, descreve que o termo “Iyabá” significa Mãe Ancestral (Ìyá Àgbà). Dentro da cultura Ioruba, matriz cultural do chamado Candomblé Nação Ketu, assim como em grande parte das sociedades africanas em sua diversidade cultural, o sagrado feminino é entendido nessa ó

O Centro Ilé Asè N’Ibain comemorou 31 anos de existência, no dia 8 de dezembro, com o Iyagba Festival, um dos maiores eventos de resistência e luta do resgate da cultura religiosa africana do estado, que contou com a participação de mais de 350 pessoas ligadas à cultura afro de várias partes do Brasil.
O festival apresentou, além do aspecto religioso, música, dança e culinária de origem africana. Entre os presentes, estavam delegações da Nigéria, Itália e Estados Unidos, além diversos estados brasileiros.
O babalorixá Elias Garcia de Oliveira, responsável pelo Centro, descreve que o termo “Iyabá” significa Mãe Ancestral (Ìyá Àgbà). Dentro da cultura Ioruba, matriz cultural do chamado Candomblé Nação Ketu, assim como em grande parte das sociedades africanas em sua diversidade cultural, o sagrado feminino é entendido nessa ótica como ponto fundamental na construção e consolidação dessas sociedades.
– A energia do feminino está contida na fertilidade de tudo o que é criado na natureza. Louvar, exaltar e celebrar essa força é nutri-la. Cultuar as divindades femininas, nossas Mãe Ancestrais, é a forma mais comum de se alimentar essa energia. E alimentar nossas divindades é também suprir nossas necessidades energéticas. Visto que é a energia do Òrìṣà, manifestada nos elementos da natureza, que nos alimenta, destaca o babalorixá.
Mas quando falamos em ancestralidade, não nos restringimos apenas aos Òrìṣà que conhecemos como integrantes do Panteão Iorubá. Nossa ancestralidade é cada mulher e cada homem que nos antecedeu aqui no Aiye. Cada um deles que assentou uma pedra dessa estrada que percorremos hoje deve ser lembrado e exaltado.
Elias descreve que as Mães Ancestrais “são todas as mulheres que contribuíram para a evolução espiritual e que, por isso, tem a obrigação de preservar e enriquecer suas memórias para as gerações futuras. O último ciclo do ano é dedicado aos ritos litúrgicos voltados para as Òrìṣà femininas e também para as ancestrais. Nesse encerramento, realizamos o nosso encontro litúrgico, assim como nas demais, o festival nos reuni para louvarmos essas Deusas e mulheres em retribuição mínima por toda a energia que emanam em nosso favor. O babalorixá finaliza dizendo: “Firmes! Avançando juntos, em constante comunhão, com a certeza de estarmos trilhando o melhor caminho, seguimos em frente com as bênçãos de Ìyá , Òsùn, Ọya, Oba, Ẹwà, Iemonja, Nana todas as Ìyá Àgbà do nosso clã ancestral!
O babalorixá Elias Oliveira, agradece a todos que contribuíram participação e cita IYALORISHA IFATOLANI AYKA, ADGOKE ALAO, BELLO FEMI, MOGBÁ TAINA. BABALORISHA D’DEUS. “A todos que vieram de outros estados, países. (Nigéria, Itália EUA), unidos nesta força e no sagrado. A todos 350 participantes, que deixaram suas casas para esta nessa grande festa de nossa comunidade. (Egbé) o meu muito obrigado!! Pessoas de fé!! Àṣẹ wà. Ireoooo.”, finaliza

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