Sofrimento enfrentado pela “Melhor Idade”

janeiro 13, 2012 Nenhum Comentário »

Idosos enfrentam dificuldades nos bancos, supermercados, transportes. Esta é a radiografia do acolhimento de uma cidade que pretende ser grande.

 Priscila Guimarães

priscila.guimaraes@jornalatual.com.br

Os idosos são os que mais sofrem com a falta de respeito e solidariedade das pessoas, que agem com falta de cidadania e de consciência. Muitos deles costumam enfrentar filas quilométricas nas agências bancárias; com a falta de educação dos motoristas de ônibus, que passam e muitas vezes não param quando solicitados, deixando – os expostos ao tempo; e, sem contar a saúde pública, principalmente o SUS, que está uma vergonha quando o assunto é idoso.

Tem também aqueles mais idosos que reclamam da falta de educação da população, que age sempre com descaso nas ruas e calaçadas.

Aloísio Lopes, 75 anos, camelô, afirma que sua maior dificuldade é em relação ao atendimento da Caixa Econômica Federal. “Eu só gosto de receber na Caixa de Campo Grande, porque aqui em Itaguaí é péssimo o atendimento.”, declara o idoso que também é aposentado.

Outro que enfrenta esses problemas corriqueiros é Marco Antônio Queiroz, de 59 anos, que aproveitou para reclamar do atendimento nas lojas comerciais, que também acusa uma empresa de ônibus. Ele diz que não é respeitado no atendimento prioritário no Bergs, supermercado no Centro. “Acho um absurdo não respeitarem o atendimento prioritário no Bergs. E outra empresa que não respeita os idosos é a empresa de ônibus Expresso, não tem assento prioritário para nós sentarmos”, reclama.

Em outra queixa, desta vez em relação ao atendimento no sistema de saúde pública da cidade, mas precisamente no Hospital Municipal São Francisco Xavier. “Não tem atendimento na emergência no hospital. Se eu passar mal, não posso procurar o hospital.”, enfatiza outro aposentado, que pediu para não ser identificado.

Péssima sinalização 

De acordo com Ricardo Cicarino, 61 anos, a sinalização de trânsito está em péssimas condições.“ Os quebra- molas colocados na cidade, não tem sinalização indicativa, logo, o idoso não consegue visualizar a altura desses obstáculos”, alerta Ricardo.

Outro fato que o aposentado ressalta é o motivo dos idosos não poderem andar nas calçadas, devido à buraqueira existente nas vias.“ A calçada que é lugar das pessoas circularem, está praticamente impossível ,porque encontramos de tudo, em cima da calçada. ”, declara o aposentado.

Para Alvino dos Santos Filho, 71 anos, é de suma importância os ônibus terem duas portas, como era anteriormente. “Os carros tem que ter duas portas, isso facilita para o idoso.”, afirma.

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