Rio terá novo banco de olhos para agilizar transplantes

março 14, 2013 Nenhum Comentário »

SAÚDE

 Nova unidade será fruto de parceria entre o PET e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia

O Programa Estadual de Transplantes (PET) acena com a meta de zerar a fila do transplante de córnea que há hoje no estado. Na busca desse resultado uma das medidas é a abertura do segundo banco de olhos do estado, que nasce como fruto de uma parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), que já possui banco de tecidos músculo-esqueléticos.

O esforço da equipe do PET mira no enxugamento da fila de espera por transplante de córnea, que hoje conta com cerca de 700 pacientes. A equipe do PET observou que muitos pacientes possuem alguma pendência para a realização da cirurgia. “É importante que todos os pacientes inscritos, sejam eles do SUS ou da rede particular, estejam sempre com seu status atualizados no Sistema Nacional de Transplantes. O próprio paciente deve manter contato com o médico e solicitar que os exames pré-operatórios permaneçam em dia”, alerta Rodrigo Sarlo,  que é coordenador do PET.

Transplante de córnea

Ao contrário do que acontece com órgãos como coração, fígado e rim, os tecidos como córneas, ossos, pele e válvulas cardíacas podem ser doados tanto em caso de morte encefálica quanto na morte por coração parado. Um profissional do banco de olhos irá até o falecido para providenciar a autorização por escrito de algum familiar. Em seguida, será providenciada a coleta de sangue para realização de exames e, após a obtenção dos resultados, finalmente ocorre a retirada das córneas. Devidamente armazenadas no banco de olhos, as córneas captadas podem durar até 14 dias, o que é um facilitador para as cirurgias de transplante.

Atualmente, sete hospitais realizam esse tipo de cirurgia no estado através do SUS: Hospital Federal de Ipanema, Hospital Universitário Antônio Pedro, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Hospital Federal dos Servidores do Estado e Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Hospital Adventista Silvestre e Oftalmoclínica São Gonçalo. O presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Marcus Safady, se prontificou a trabalhar junto com o PET para ajudar a zerar a fila do transplante de córnea investindo na formação de profissionais. “Temos que despertar nos jovens profissionais e residentes o interesse por este tipo de cirurgia. Assim, poderemos estimular outros centros a realizar transplantes de córnea”, resume Marcus Safady.

O Disque-Transplante é o responsável por receber as notificações de morte encefálica em todo o estado, agilizando o contato entre os profissionais de saúde e o PET. Além disso, é um dos canais de comunicação através do qual a população pode esclarecer suas dúvidas sobre transplantes. O horário de funcionamento é 24 horas por dia, de segunda a domingo.

 

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