Mobilização para atividades no Porto de Itaguaí

fevereiro 22, 2013 6 Comentários »

Estivadores que trabalham no Porto de Itaguaí aderiram na manhã desta sexta-feira (22) a mobilização nacional que paralisa por seis horas as atividades. A categoria é contra a Medida Provisória (MP) 595/12, que prevê mudanças nas atividades portuárias. O movimento deve terminar às 14h.

TRABALHADORES SE concentram na entrada do complexo (Foto Carlos Roberto)

TRABALHADORES SE concentram na entrada do complexo (Foto Carlos Roberto)

A MP 595 foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2012, junto com um pacote de investimentos de R$ 56 bilhões. Conforme divulgado pela Secretaria de Portos (SEP), a medida prevê um novo marco regulatório que visa permitir a regulação do serviço de praticagem, eliminação de barreiras à entrada de novas empresas no setor, a abertura de novas chamadas públicas para construção de TUPs (portos privativos), além da aceleração de processos de arrendamento de áreas para prestação de serviços e licenciamento ambiental.

MARCELO DA Silva: o patronato não quer incluir nossa mão de obra centenária dentro dos terminais privativos (Foto: Carlos Roberto)

MARCELO DA Silva: o patronato não quer incluir nossa mão de obra centenária dentro dos terminais privativos (Foto: Carlos Roberto)

Ao ATUAL, o vice-presidente do sindicato dos estivadores do Rio de Janeiro, Marcelo da Silva Lima, reforçou que a categoria é contra a MP 595. “O governo federal está querendo lançar e nós somos contra. Ela vai dá igualdade e condição aos terminais privativos e o governo quer abrir um leilão nos nossos terminais. Quer pegar tudo que é nosso e levar para a mão do patronato. E o pior, o patronato não quer incluir nossa mão de obra centenária dentro dos terminais privativos”, disse. “Essa é a nossa reivindicação. É uma manifestação a nível nacional. Hoje, nós temos 100% dos portos parados”, destacou.
Segundo Marcelo Oliveira, na próxima segunda-feira, os trabalhadores participam de uma assembleia. E no dia seguinte eles prometem fazer outro movimento. Ele, contudo, lembrou que só no Porto de Itaguaí cerca de 500 profissionais trabalham no complexo por dia, em escala de rodízio.
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O governo federal está
querendo lançar e
nós somos contra”
___Marcelo da Silva

6 Comentários

  1. Paulo Sérgio 22/02/2013 at 3:52 pm -

    O problema é que esta paralização atrapalha quem precisa trabalhar e tem hora de chegar ao posto de serviço.

    Outro fato é que os estivadores trabalham como e quando querem, eu apoio a medida, pois no Brasil precisamos de produção e não de enrolação.

    Outro caso é o desrespeito com as normas de segurança no trabalho de estiva.Eles têm resistência a prática das NR’s. Não gostam de utilizar EPI e seguir procedimentos de S&S. Salvo raras excessões!!

    • Rogerio 24/02/2013 at 12:14 pm -

      Bom dia Srº Paulo Sergio, acho que o srº foi muito infeliz em comentar algo que o srº desconhece pois os trabalhadores portuarios sempre cumpriram com suas obrigações trabalhistas dentro do seu ambiente de trabalho que o cais do porto, sendo que em todas as areas profissionais sempre existem bons e maus trabalhadores e não e diferente nesse meio e por isso não podemos generalizar colocando como se todos fossem irresponsaveis. Trabalho em uma empresa privada dentro do porto e vejo que há muitas dificuldades para os trabalhadores portuarios e acho uma tremenda covardia o que o governo do Brasil está tentando propor para essa categoria tão historica que faz parte da alma desse Brasil.

  2. marcelo lima 23/02/2013 at 1:40 am -

    Infelizmente ainda tem trabalhador que pensa dessa forma, os portuários, em especial os estivadores, estão de parabéns, em ter coragem de se manifestarem para buscar a conquista dos seus direitos e deveria servir como exemplo para todos os outros seguimentos laborais que são massacrados e ficam calados com atitudes covardes, sem pensar nem mesmo em sua família, toda manifestação, infelizmente é traúmatica, mais é a última instância do trabalhador, manifestar sua insatisfação. Sobre a NR,s ao contrário do comentário anterior, os trabalhadores portuarios a vulsos lutam pela implantação no toter da mesma, deveriam ter mais respeito, ao comentar sobre uma categoria centenaria que vive trabalhando e contribuindo para o avanço nacional. É muito ruim você ter o sentimento de dormir empregado e acordar desempregado. Se lutar pelos seus direitos é atrapalhar aqueles que precisão trabalhar, nós portuários vamos morrer lutando.

  3. carlos jacare 23/02/2013 at 6:44 pm -

    Nós estivadores começamos o mes sem salario, ganhamos quando trabalhamos, tanto é que, adoramos trabalhar todos os dias inclusive sabado, domingo e feriado, quando um trabalhador normal está junto com seus amigos e familiares, nos portuários avulsos estamos nos porões das embarcações pra poder levar um dinheiro digno para nossas familias.
    Vou postar aqui uma noticia veiculada no jornal O Estado de Sao Paulo:
    O professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), que falou ao jornal “O Estado de S.Paulo”, nesta semana.

    Fleury fala do “mito” da morosidade e congestionamento dos portos que, para ele, é uma visão distorcida da realidade. “O problema não está dentro dos portos, está no acesso.

    De longe, o maior problema é a dificuldade de acesso ao porto, seja por ferrovia seja por rodovia. Isso gera filas, que não começam no porto, mas no portão de entrada.”

    Por isso, acredita que o novo modelo pode desorganizar o setor. “Dependendo de como se faz, vai criar um tumulto. Não é por questões de falta de capacidade dos portos que o governo deveria estar fazendo essa MP.

    A maior parte do problema está fora do porto e seria preciso integrar, talvez aumentando a área de responsabilidade dos terminais em rodovias que chegam até os portos.”

    O professor não concorda com a decisão do governo de centralizar as decisões portuárias em Brasília.

    Segundo ele, isso vai aumentar ainda mais a disputa política e a burocracia. “A outra coisa seria criar alguma forma de equilíbrio financeiro entre os atuais concessionários e os que vão entrar com a nova lei.

    É preciso indenizar os terminais atuais para não ficarem em desvantagem com os novos.

    Além disso, o governo deveria fazer alguma legislação tornando o acesso algo que tenha que ser planejado conjuntamente com o porto.”

    tenham uma boa tarde, carlos jacaré estivador-RJ

  4. fermanso51 24/02/2013 at 11:48 am -

    sou contra com o comentario do paulo sergio em relaçao ele ser contra a paralizaçao, todos tem direito, a fazer isso , pois nos dependemos do serviço portuario. e nao houve desrespeito em nada e nenhuma lei e em relaçao a nao usar o EPI isso nao é verdade que o estivador nao gosta de usar o EPI. O governo Federal sempre foi contra o trabalhador sendo ele portuario ou nao ele nunca foi e sera a favor do trabalhador , Os trabalhadores tem que se unir e LUTAR CONTRA ESSA MEDIDA QUE TEM A ACABAR COM O NOSSO MERCADO DE TRABALHO.

  5. Paulo Sérgio 25/02/2013 at 7:29 pm -

    Completo meu comentário dizendo: Os bons profissionais não precisam ter medo de acordar desempregado, pois na estiva, são poucos que conseguem acompanhar o rítimo de trabalho. Me refiro aos casos de baixa qualidade e rendimento, e cumprimento de normas, considero vocês que postaram no % de ” Raras Excessões”. Nota 10 para os bons profissionais.
    Aos que se sentiram ofendidos, minhas sinceras desculpas.

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