Estivadores que trabalham no Porto de Itaguaí aderiram na manhã desta sexta-feira (22) a mobilização nacional que paralisa por seis horas as atividades. A categoria é contra a Medida Provisória (MP) 595/12, que prevê mudanças nas atividades portuárias. O movimento deve terminar às 14h.
A MP 595 foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2012, junto com um pacote de investimentos de R$ 56 bilhões. Conforme divulgado pela Secretaria de Portos (SEP), a medida prevê um novo marco regulatório que visa permitir a regulação do serviço de praticagem, eliminação de barreiras à entrada de novas empresas no setor, a abertura de novas chamadas públicas para construção de TUPs (portos privativos), além da aceleração de processos de arrendamento de áreas para prestação de serviços e licenciamento ambiental.
MARCELO DA Silva: o patronato não quer incluir nossa mão de obra centenária dentro dos terminais privativos (Foto: Carlos Roberto)
Ao ATUAL, o vice-presidente do sindicato dos estivadores do Rio de Janeiro, Marcelo da Silva Lima, reforçou que a categoria é contra a MP 595. “O governo federal está querendo lançar e nós somos contra. Ela vai dá igualdade e condição aos terminais privativos e o governo quer abrir um leilão nos nossos terminais. Quer pegar tudo que é nosso e levar para a mão do patronato. E o pior, o patronato não quer incluir nossa mão de obra centenária dentro dos terminais privativos”, disse. “Essa é a nossa reivindicação. É uma manifestação a nível nacional. Hoje, nós temos 100% dos portos parados”, destacou.
Segundo Marcelo Oliveira, na próxima segunda-feira, os trabalhadores participam de uma assembleia. E no dia seguinte eles prometem fazer outro movimento. Ele, contudo, lembrou que só no Porto de Itaguaí cerca de 500 profissionais trabalham no complexo por dia, em escala de rodízio.
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O governo federal está
querendo lançar e
nós somos contra”
___Marcelo da Silva




















O problema é que esta paralização atrapalha quem precisa trabalhar e tem hora de chegar ao posto de serviço.
Outro fato é que os estivadores trabalham como e quando querem, eu apoio a medida, pois no Brasil precisamos de produção e não de enrolação.
Outro caso é o desrespeito com as normas de segurança no trabalho de estiva.Eles têm resistência a prática das NR’s. Não gostam de utilizar EPI e seguir procedimentos de S&S. Salvo raras excessões!!
Bom dia Srº Paulo Sergio, acho que o srº foi muito infeliz em comentar algo que o srº desconhece pois os trabalhadores portuarios sempre cumpriram com suas obrigações trabalhistas dentro do seu ambiente de trabalho que o cais do porto, sendo que em todas as areas profissionais sempre existem bons e maus trabalhadores e não e diferente nesse meio e por isso não podemos generalizar colocando como se todos fossem irresponsaveis. Trabalho em uma empresa privada dentro do porto e vejo que há muitas dificuldades para os trabalhadores portuarios e acho uma tremenda covardia o que o governo do Brasil está tentando propor para essa categoria tão historica que faz parte da alma desse Brasil.
Infelizmente ainda tem trabalhador que pensa dessa forma, os portuários, em especial os estivadores, estão de parabéns, em ter coragem de se manifestarem para buscar a conquista dos seus direitos e deveria servir como exemplo para todos os outros seguimentos laborais que são massacrados e ficam calados com atitudes covardes, sem pensar nem mesmo em sua família, toda manifestação, infelizmente é traúmatica, mais é a última instância do trabalhador, manifestar sua insatisfação. Sobre a NR,s ao contrário do comentário anterior, os trabalhadores portuarios a vulsos lutam pela implantação no toter da mesma, deveriam ter mais respeito, ao comentar sobre uma categoria centenaria que vive trabalhando e contribuindo para o avanço nacional. É muito ruim você ter o sentimento de dormir empregado e acordar desempregado. Se lutar pelos seus direitos é atrapalhar aqueles que precisão trabalhar, nós portuários vamos morrer lutando.
Nós estivadores começamos o mes sem salario, ganhamos quando trabalhamos, tanto é que, adoramos trabalhar todos os dias inclusive sabado, domingo e feriado, quando um trabalhador normal está junto com seus amigos e familiares, nos portuários avulsos estamos nos porões das embarcações pra poder levar um dinheiro digno para nossas familias.
Vou postar aqui uma noticia veiculada no jornal O Estado de Sao Paulo:
O professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), que falou ao jornal “O Estado de S.Paulo”, nesta semana.
Fleury fala do “mito” da morosidade e congestionamento dos portos que, para ele, é uma visão distorcida da realidade. “O problema não está dentro dos portos, está no acesso.
De longe, o maior problema é a dificuldade de acesso ao porto, seja por ferrovia seja por rodovia. Isso gera filas, que não começam no porto, mas no portão de entrada.”
Por isso, acredita que o novo modelo pode desorganizar o setor. “Dependendo de como se faz, vai criar um tumulto. Não é por questões de falta de capacidade dos portos que o governo deveria estar fazendo essa MP.
A maior parte do problema está fora do porto e seria preciso integrar, talvez aumentando a área de responsabilidade dos terminais em rodovias que chegam até os portos.”
O professor não concorda com a decisão do governo de centralizar as decisões portuárias em Brasília.
Segundo ele, isso vai aumentar ainda mais a disputa política e a burocracia. “A outra coisa seria criar alguma forma de equilíbrio financeiro entre os atuais concessionários e os que vão entrar com a nova lei.
É preciso indenizar os terminais atuais para não ficarem em desvantagem com os novos.
Além disso, o governo deveria fazer alguma legislação tornando o acesso algo que tenha que ser planejado conjuntamente com o porto.”
tenham uma boa tarde, carlos jacaré estivador-RJ
sou contra com o comentario do paulo sergio em relaçao ele ser contra a paralizaçao, todos tem direito, a fazer isso , pois nos dependemos do serviço portuario. e nao houve desrespeito em nada e nenhuma lei e em relaçao a nao usar o EPI isso nao é verdade que o estivador nao gosta de usar o EPI. O governo Federal sempre foi contra o trabalhador sendo ele portuario ou nao ele nunca foi e sera a favor do trabalhador , Os trabalhadores tem que se unir e LUTAR CONTRA ESSA MEDIDA QUE TEM A ACABAR COM O NOSSO MERCADO DE TRABALHO.
Completo meu comentário dizendo: Os bons profissionais não precisam ter medo de acordar desempregado, pois na estiva, são poucos que conseguem acompanhar o rítimo de trabalho. Me refiro aos casos de baixa qualidade e rendimento, e cumprimento de normas, considero vocês que postaram no % de ” Raras Excessões”. Nota 10 para os bons profissionais.
Aos que se sentiram ofendidos, minhas sinceras desculpas.