ESPORTE
Em meio ao matagal quadras de basquete já sem quadros ou rede permanecem abandonadas. (Foto: Natália Figueiredo)
Natália Figueiredo
Natalia.figueiredo@jornalatual.com.br
Tristeza e abandono são os sentimentos que o alunos do Centro Acadêmico de Licenciatura em Educação Física (CALEF) expressam por conta da falta de conservação em seu espaço de aprendizagem. Piscina olímpica desativada, quadras poliesportivas sem rede ou quadro de basquete, grades enferrujadas, quadras de tênis com marcação apagada, sala de dança com espelhos quebrados, pista olímpica dominada por lama e mato, além de ruas de acesso sem pavimentação ou iluminação adequada, tomadas por bolsões d’água e sem plano de acessibilidade. Esses são alguns dos problemas que alunos e visitantes que utilizam o espaço comum da universidade para a prática de esportes encontram já há alguns anos. De acordo com os alunos, desde agosto de 2012 o parque aquático da UFRRJ encontra-se fechado por falta de manutenção, paralisando junto os projetos de extensão para a comunidade que existiam, como aulas de natação infantil e hidroginástica. “Nós já fizemos reuniões com a reitoria atual, expondo os problemas que são antigos, protestamos, tenho o número de todos os protocolos de solicitação de compra de material para a praça e para piscina, eles constam como liberados no P1, mas até agora nada”, afirmou Rodney Alves, aluno do 8º período de Educação Física e ex-bolsista da equipe de natação. Além das aulas de natação também são prejudicadas pela precariedade da sala, as aulas de judô para os alunos e público externo, o qual devido a inúmeras infiltrações na sala foi paralisado.
No dia 10 de outubro um grupo de estudantes insatisfeitos com as condições da Educação Física na universidade se reuniram em um ato pacífico para cobrar melhorias da reitoria, a qual recebeu as solicitações e prometeu tomar medidas neste sentido, mas até o momento nada foi anunciado. Para Carlos Eduardo, aluno do curso e representante do CALEF, o espaço tem muito potencial para oferecer toda a infraestrutura a alunos e visitantes, mas desde que entrou na universidade, em 2008, nunca presenciou uma significativa obra de reestruturação da área. “Aqui onde nós estamos muita gente não sabe, mas é uma pista de atletismo, um espaço para lançamento de peso e uma pista de bocha, mas infelizmente nada disso é usado, pois está completamente tomado pela lama e o mato”, desabafou.
Consequência direta
Diante desta situação, muitos outros projetos acabam sendo interrompidos ou prejudicados pela má conservação das estruturas. Como por exemplo, o projeto Bocha Paralímpica, coordenado pela professora Márcia Campeão, o qual oferece inclusão por meio do esporte a jovens com alguma deficiência, mas pela dificuldade de acesso para os participantes no campus, teve de ser redirecionado e agora é ministrado no Clube de Seropédica. Bem como o programa do Ministério do Esporte, Segundo Tempo, que acaba de ser aprovado pelo Governo Federal a iniciar parceria com UFRuralRJ em 2013, beneficiando cerca de 100 alunos da prefeitura, com atividades esportivas e culturais no espaço. “Acredito que uma coisa puxa a outra, temos que começar de algum jeito, o que não pode é deixar de fazer o projeto por um problema que pode ser resolvido”, disse Campeão em um voto de esperança.
Representantes da Reitoria da UFRuralRJ foram procurados pela equipe do ATUAL para comentar assunto, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. “Muitas famílias vem aqui no final de semana, fazem piquenique e trazem os filhos para brincar nas quadras, mas eu tenho medo pela segurança delas, no meio de andaimes soltos e grades enferrujadas”, completou Monik Soares, aluno do 2º período de educação física.




















