Pensando a cidade décadas à frente

fevereiro 1, 2013 1 Comentário »

INFRAESTRUTURA

Arquiteto e urbanista Guilherme Takeda fala sobre o projeto que mobiliza sua equipe e secretariado da cidade

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GUILHERME TAKEDA sonha ver o projeto irradiado por toda a Região Metropolitana do Rio. (FOTO NATÁLIA FIGUEIREDO)

RENATO REIS

renato.reis@jornalatual.com.br

Foram mais de seis horas de reuniões, que prolongaram por toda a sexta-feira (25), com a presença dos secretários municipais e de outros integrantes do primeiro escalão do governo. Nelas, o arquiteto e urbanista Guilherme Takeda expôs aspectos do projeto de estruturação urbana do município, sobre o qual está debruçado nos últimos meses à frente de uma equipe de profissionais que têm a incumbência de pensar a cidade preparando-a para enfrentar situações ao longo das próximas quatro décadas. Em entrevista exclusiva ao ATUAL, Guilherme Takeda disse que propôs um sistema de trabalho colaborativo, contando com a participação de consultores, do secretariado municipal e de entidades como o Senai e a Firjan. “O nosso projeto é construir a cidade para 2040”, diz ele.

As reuniões que trazem o arquiteto Takeda e sua equipe à cidade buscam identificar problemas que já existem e situações que podem surgir nos próximos anos, atravancando o desenvolvimento da cidade. Uma das próximas etapas do projeto é a conversão dos dados recolhidos em conteúdos digitais, possibilitando à sociedade de uma maneira geral conhecer aspectos do seu desenvolvimento e até colaborar com sugestões. “É um projeto em mutação, que vai contar com um instrumento importante, que é a colaboração dos cidadãos”, explica Takeda.

O arquiteto e urbanista adianta que o maior desafio que encontrou em Seropédica é a organização da malha viária interna, questão que ele considera essencial para garantir o crescimento ordenado da cidade. “Precisamos encontrar as melhores formas de oportunizar espaços interessantes para atrair investimentos”, sustenta ele, acrescentando que no próximo dia 6 o projeto será apresentado na Câmara Municipal de Seropédica. O arquiteto e urbanista estima que três semanas depois disso o projeto já estará finalizado e as primeiras ações poderão ser iniciadas no mês de março.

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PROBLEMAS COMO o intenso fluxo de veículos na BR 465, que corta a cidade ao meio, vão merecer atenção no projeto. (FOTO NATÁLIA FIGUEIREDO)

Ambicioso, o projeto deve apresentar solução para desafogar o trânsito na BR-465, que exige doses extras de paciência de quem precisa circular pelo centro da cidade. Entre as ideias em estudo está a possibilidade de ligar a Reta de Piranema direto à Via Dutra, diminuindo consideravelmente o fluxo de veículos, principalmente carretas, pelo centro da cidade. “A ideia é fazer de Seropédica um exemplo para toda a Região Metropolitana do Rio. Queremos irradiar o projeto, ir muito além”, conclui ele.

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