ALÔ ATUAL
Comerciantes do calçadão reclamam que há dois dias sofrem com falta de água, enquanto ATUAL flagra desperdícios por ruas da cidade
FRANCISCO LEÃO
francisco.leao@jornalatual.com.br
FLÁVIO BARBOSA
flavio.barbosa@jornalatual.com.br
O desabastecimento de água voltou a ser alvo de reclamações de moradores de Itaguaí, fazendo que as reivindicações contra o problema ganhe mais força. Nesta quinta-feira (22), por exemplo, comerciantes que trabalham no calçadão reclamaram ao ATUAL que há mais de dois dias, a região central da cidade está sem o fornecimento de água. E o problema tem dificultado as execuções das atividades de muita gente.
Segundo Elizabete de Oliveira, proprietária de um salão de beleza, o desabastecimento além de provocar inúmeros transtornos, causa prejuízos, já que o estabelecimento é obrigado a comprar água para suprir as necessidades básicas. “A conta é paga, mas continuamos sem água”, indignou-se a comerciante.
O mesmo problema também dificulta a vida do empresário Adilson Moreira de Souza. Dono de outro salão de beleza, também no calçadão, ele afirma que paga mensalmente, R$ 450 só de água. “É muito dinheiro, para tantos transtornos causados. Até quando vamos esperar por uma solução?”, cobrou.
Por inúmeras vezes, o ATUAL já publicou reportagens contando o drama da falta d’água que castiga a cidade. A Cedae, contudo, alegava que o problema era causado porque os reservatórios estavam com a capacidade de armazenamento muito baixo, na qual, segundo a concessionária, era consequência da falta de chuvas.
Enquanto operários fazem reparos na tubulação, água desce livremente pelo ralo e causa revolta. (FOTO FRANCISCO LEÃO )
É muito dinheiro, para tantos transtornos causados. Até quando vamos esperar por uma solução?, Adilson Moreira,comerciante .
Desperdícios causa revoltas
Ontem, a reportagem constatou um vazamento de água na Rua Manoel Joaquim da Paixão, no centro, o que aumentou ainda mais a revoltas da população. Não muito distante desse local, a reportagem também flagrou funcionários da Cedae executando reparos na tubulação na Rua Doutor Curvelo Cavalcanti. E, enquanto o serviço era executado, a água que devia chegar às casas e estabelecimentos descia livremente pelo ralo. Quem passava nas imediações não escondeu à revolta, como é o caso do morador do Brisamar, Luiz Roberto de Jesus. “A cidade tem água, está faltando uma administração eficiente na Cedae. Não é nada fácil ver o líquido sendo desperdiçado enquanto muita gente sofre na pele pela sua ausência”, lamentou o morador.

















