Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz ganham mapeamento digital

janeiro 8, 2013 Nenhum Comentário »

ZONA OESTE

Expansão das atividades do Porto de Sepetiba é um dos fatores que contribuíram para o crescimento da região

A Zona Oeste passou a contar com uma importante ferramenta para auxiliar o planejamento urbano. Desenvolvido com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), o Sistema de Informação Geográfica (SIG) ajuda a evitar o crescimento desordenado da região. O projeto permite que seja feito um mapeamento digital da área, que se encontra em plena expansão comercial e populacional.

Bairros como Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz vêm crescendo muito em função dos grandes eventos esportivos, além de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da expansão das atividades do Porto de Sepetiba. Esses bairros, no entanto, não contavam com dados cartográficos específicos e atualizados, necessários para um planejamento que impeça problemas decorrentes da expansão. “Diante dos empreendimentos já em desenvolvimento e outros em fase de instalação, era necessário um mapeamento mais detalhado da região para planejar a expansão urbana e avaliar aspectos da infraestrutura local”, disse o coordenador do projeto, o engenheiro cartográfico Gilberto Pessanha Ribeiro, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense) e da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

O mapeamento é feito por meio de imagens de satélites de alta resolução e fotografias aéreas. Com o sistema, é possível produzir diversos tipos de mapas, que identifiquem as áreas de preservação ambiental ou aquelas degradadas ilegalmente; que mostrem diferentes fluxos industriais; ou ainda detectem processos urbanos, como geração de empregos e assentamentos habitacionais.

O SIG associa dados socioeconômicos da Zona Oeste do Rio, disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), com imagens em alta resolução da região. Os mapas podem ser acessados no site http://globalgeosig.com.br/tizo/ e já estão sendo empregados pelo IPP, pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Os dois últimos têm utilizado o material para direcionar empresas a se instalarem na Zona Oeste, como um laboratório de diagnóstico e uma rede de hotéis.

Impactos da ampliação do Porto de Itaguaí são considerados no estudo da Faperj FOTO: DIVULGAÇÃO

Impactos da ampliação do Porto de Itaguaí são considerados no estudo da Faperj FOTO: DIVULGAÇÃO

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