RETORNANDO AO PONTO
Trabalhadores aguardam posicionamento e cumprimento de promessas do prefeito Luciano Mota
RENATA PIRES
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Com a proximidade da conclusão das obras nas Praças no centro de Itaguaí, alguns camelôs já começaram a retornar aos seus postos de trabalho na Rua Antonio Moraes Menezes. Para eles não há o porquê continuarem em outro ponto, já que a obra na Praça Vicente Cicarino está pronta. “Ninguém falou para gente vir. A gente veio porque saímos para a realização da obra, agora ela (a obra) já foi concluída”, disse Sinoval de Jesus Brito, conhecido como Índio.
Segundo os camelôs, o prefeito Luciano Mota, ainda em trabalho de campanha, reuniu os trabalhadores e prometeu organizar a situação deles, caso fosse eleito. “O Luciano propôs para gente fazer uma cobertura e construir banheiros”, relembrou Índio da reunião realizada em novembro do ano passado. Desde então, os vendedores não tiveram mais contato com o atual prefeito.
Outro vendedor ambulante, Francisco Ferreira de Araújo reclamou das condições de trabalho em frente ao Supermercados Guanabara, local para onde foi transferido pelo ex-prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho. “Aquilo virou uma favela”, desabafa Francisco Ferreira, se referindo ao ponto onde foram recolocados. “Não voltei para cá para afrontar ninguém. Voltei porque aqui é meu lugar. Lá não dá nem para pagar minhas contas”, pontua. Os trabalhadores foram retirados do ponto em outubro logo após as eleições. “Acho que “eles” ficaram revoltados porque perderam e jogaram a gente lá”, conclui o camelô Francisco.
Os poucos camelôs que retornaram ao ponto da Praça alegam que estão abertos à negociação. “Quando o prefeito iniciar a nova obra e colocar tudo num padrão certo a gente sai e faz um acordo” acredita Índio. Para eles, essa obra não poderia ter sido feito neste trecho, já que é uma rua. “Eles não poderiam ter crescido a praça para cá porque aqui é uma rua. Toda essa parte aqui é das barracas. Cada um tem seu lugar. Está tudo registrado na prefeitura” explica Índio.
O camelô Índio, acredita que não há impedimento para voltar a trabalhar na praça, já que as obras estão concluídas FOTO: RENATA PIRES
Desde que o serviço de revitalização se iniciou em maio do ano passado os comerciantes da região viram o lucro despencar e para os camelôs não foi diferente. De acordo com eles, as vendas caíram cerca de 80%. “Nesse final de ano fiquei no vermelhão mesmo. Geralmente sobra alguma coisa que dá para fazer reserva. Dessa vez foi diferente”, desabafa Francisco Ferreira.



















