Moradores do Frontal das Ilhas querem suas cartas em casa

agosto 31, 2011 Nenhum Comentário »

Para tentar minimizar o problema, Correios costumam deixar as correspondências na portaria do loteamento porem isso causa outro problema, a falta de privacidade

 

Os moradores do loteamento Frontal das Ilhas, em Itaguaí, estão sofrendo com a dificuldade de receber correspondências em suas casas. Isso acontece porque as ruas do condomínio não têm nomes regulares, com isso não podem ter o Código de Endereçamento Postal (CEP). Os logradouros atualmente têm nomes de pessoas vivas, muitas delas parentes do proprietário que loteou o terreno.

O morador Hudson da Silva Loureiro, 54 anos, afirma que até para comprar um produto pela internet ou pelo telefone os moradores sofrem dificuldades. “Eu particularmente uso o CEP da Rio-Santos e dou o nome aqui da rua, mas sempre dá erro. Gosto de comprar produtos pela internet, mas sempre enfrento problemas. Até mesmo para colocar um telefone aqui a gente sofre”, afirma Hudson.

Para tentar minimizar o problema, os servidores dos Correios costumam deixar as correspondências na portaria do condomínio, o quê para os moradores, viola a sua privacidade. Correspondências pessoais, como faturas de cartão de crédito, talões de cheques e até mesmo cartões novos acabam passando pela mão de terceiros, o que preocupa os moradores. “A reclamação do pessoal aqui é o fato de não ter suas correspondências entregues em casa, é talão de cheque, correspondência pessoal, tudo é entregue na portaria. Se aqui tivesse CEP as nossas cartas seriam entregues em casa, sem correr o risco de passar na mão de terceiros”, reclama Hudson, que é um dos diretores da Associação de Moradores do Loteamento.

Correios vão reavaliar

Os Correios informaram que vão enviar até o local uma equipe técnica para averiguar a melhor forma de distribuição das correspondências.  Já a Câmara Municipal da cidade, informou que para sanar o problema, os moradores têm que redigir um abaixo-assinado solicitando os nomes para as ruas e entregar diretamente no colegiado para que este tome as soluções.

Segundo os vereadores Toni Coelho e Carlos Kifer, no documento deve constar o número de ruas a ser nomeadas. Até mesmo sugestões de nomes podem ser dadas pelos moradores, desde que sejam de pessoas mortas.

As ruas do condomínio receberam nomes de pessoas vivas o que é proibido por lei

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