Orelhões em Itaguaí: apenas “enfeites” ou bicicletário

setembro 3, 2014 Nenhum Comentário »

Empresa Oi, que administra telefones públicos no estado, aponta redução expressiva do uso nos últimos anos

Comuns, porém, cada vez menos utilizados. Os telefones públicos, famosos orelhões, perdem espaço em todo país à medida que a telefonia móvel torna-se mais acessível à população. Nos últimos anos, grandes operadoras viram o faturamento com essa opção despencar. Em Itaguaí, bem como em todo estado do Rio de Janeiro, a empresa Oi administra a telefonia pública. Dados da empresa cedidos ao ATUAL mostram que entre 2007 e 2013 a Oi registrou queda de 41% no consumo de créditos em seus orelhões, o que, segundo a empresa, representa redução de 96% nos seis últimos anos. Com a massiva oferta de telefones móveis, aliada à ascensão das classes C, D e E no Brasil, com cada vez mais poder de compra, os telefones públicos deixaram de ser utilidade para consumidores. A tendência no Brasil é a migração do consumo dos serviços de telefonia fixa (pública ou não) para a móvel. Celulares são cada vez mais baratos e, opções de planos, como o pré-pago, por exemplo, oferecem opções de tarifas a baixíssimos custos. Ainda de acordo com a Oi, hoje apenas 4% da planta de telefones públicos da empresa gera receita suficiente para o pagamento do seu próprio custo de manutenção. Devido à pouca atratividade, atualmente cerca de 35% dos orelhões da Oi falam menos que um minuto por dia, diz a empresa.

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Cada vez menos utilizado, orelhões resistem aos efeitos do progresso econômico. Em Itaguaí, ciclistas utilizam inclusive como bicicletário (Foto: Ramon Cesar)

Cada vez menos utilizado, orelhões resistem aos efeitos do progresso econômico. Em Itaguaí, ciclistas utilizam inclusive como bicicletário (Foto: Ramon Cesar)

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