Um gosto de ressaca política

junho 5, 2014 Nenhum Comentário »

Irritação do Sepe com negativa da votação do Plano na Câmara pode custar caro aos vereadores e à prefeitura

JUPY JUNIOR

Mesmo para o observador menos atento fica difícil ignorar um fato inusitado. Há meses a Câmara tem aprovado as dispensas de interstício (todos os projetos de lei devem tramitar em três sessões – o tal interstício – e dispensá-lo significa votar no projeto de urgência e assim poupar tempo). Com isso, o Poder Executivo tem sido bem sucedido ao tentar obter celeridade aos seus processos. A sequência de dispensas terminou ontem, durante a agitada sessão legislativa em que se votaria o Plano de Cargos e Salários da Educação, reivindicação antiga do setor que atravessou um longo périplo, com direito à contratação inútil da Fundação Getúlio Vargas ao custo de R$ 1,35 milhão aos cofres públicos. Mas eis que 14 dos 16 vereadores votantes (o presidente da Casa, Nisan César – PSD, só vota em caso de empate) decidiram negar a dispensa. Com isso, adiaram ainda mais a votação do Plano, irritaram o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) e atiçaram ainda mais a fogueira da oposição ao governo Mota. Para este mesmo observador hipotético menos atento ficou bastante evidente que os vereadores da oposição seguem às cegas as confusas diretrizes do governo. Os mais atentos, contudo, tiveram a sua revolta renovada com o que consideram um total desprezo pela causa pública em nome de um compromisso com o governo que compromete inclusive a lógica do Regimento Interno da Câmara e da própria cidade.

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REGISTRO DA confusa sessão de adiamento do Plano: postura da situação pegou muito mal (Foto Welington Campos)

REGISTRO DA confusa sessão de adiamento do Plano: postura da situação pegou muito mal (Foto Welington Campos)

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