Calçadas: o problema persiste

maio 21, 2014 Nenhum Comentário »

Munícipes da dita “cidade inteligente” se arriscam todos os dias em calçadas completamente fora dos padrões

O chão onde se pisa fala muito de uma cidade. O caminhar por Itaguaí, há mais de 21 anos (pelo menos), é uma tarefa que pode muito bem funcionar como uma metáfora do descaso público com o chão. Este mesmo chão que viu tantas batalhas pela independência da cidade, hoje continua como uma lastimável herança de dias indiferentes. Andar por Itaguaí, hoje, é lembrar que a população continua refém de um progresso que só é realidade para grandes empresas e para quem, sem caráter, esquece todos os dias de quem precisa ir e vir para ganhar o seu sustento. Itaguaí, infelizmente, é como o seu chão: estreita (de mentes e atitudes), quebrada (contas públicas que não fecham), suja (sem investimentos em higiene pública) e com poucas alternativas de acesso (como os investimentos, que escoam pelo ralo da incompetência). O chão dessa cidade é a representação mais viva da vergonha que o itaguaiense sente da sua terra (e, quem sabe, de si mesmo). De nada adianta o Código de Posturas que traz os padrões mínimos. Itaguaí não tem padrão. Nunca teve.

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38 centímetros é a medida desta calçada na Rua Amélia Louzada, que ainda possui uma escada ao meio (Bianca Garcia)

38 centímetros é a medida desta calçada na Rua Amélia Louzada, que ainda possui uma escada ao meio (Bianca Garcia)

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