“O dia é para refletir”

maio 13, 2014 Nenhum Comentário »

Liderança do Movimento Negro discute a passagem do 13 de maio, data que ainda desperta controvérsias

 RENATO REIS

A professora Dulce Mendes de Vasconcellos é uma destacada militante do Movimento Negro. Moradora em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, ela foi uma das fundadoras e primeira presidente do Centro de Estudos e Divulgação das Culturas Negras (Cedicun), entidade que funciona naquele bairro, atualmente sobre a presidência do poeta Sérgio Alves. Dulce preside ainda o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro, entidade criada com o objetivo de incorporar à rotina administrativa da cidade do Rio de Janeiro políticas públicas voltadas para o fortalecimento da igualdade racial. Com tamanha autoridade, Dulce Vasconcellos foi procurada pelo ATUAL para comentar a dicotomia a respeito da dama maior de comemoração dos negros, numa divisão entre o 13 de maio, que simboliza a Abolição da Escravatura, e o 20 de novembro, que celebra a figura de Zumbi dos Palmares, historicamente a principal referência brasileira quando o assunto é a questão racial. Em que pesem as circunstâncias históricas associadas aos dois fatos, segundo Dulce há uma unanimidade em reconhecer o caminho que ainda se precisa percorrer até a conquista da igualdade plena. “Estamos numa outra fase da luta do negro no Brasil, de busca do que diz a Constituição, segundo a qual somos todos iguais”, diz ela na entrevista que segue, reconhecendo, sim, que o racismo é ainda uma praga a ser extirpada do cotidiano da sociedade brasileira.

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DULCE VASCONCELLOS é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Foto Divulgação)

Dulce Vasconcelos é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Foto Divulgação)

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