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Aug 17, 2018 Last Updated 12:51 PM, Aug 16, 2018

Polícia Civil prende quarteto acusado de tráfico na Zona Oeste

AS ARMAS apreendidas mereciam tratamento especial por parte de um militar também preso AS ARMAS apreendidas mereciam tratamento especial por parte de um militar também preso FOTO DIVULGAÇÃO ASCOM PCERJ
Publicado em Polícia
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Durante operação deflagrada pela Desarme e o Core foram apreendidos fuzis, pistolas, munições e grande quantidade de equipamentos e peças para manutenção de armas

 FLAGRANTE Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com o apoio do setor de Inteligência do Exército Brasileiro, realizaram uma operação na segunda-feira (6) com o objetivo de capturar integrantes de uma organização criminosa que prestava apoio a traficantes de drogas em favelas de Bangu, na Zona Oeste, e de outras regiões do Rio de Janeiro.

Durante a operação, que contou com a utilização de veículos blindados e aeronaves, foram presos quatro elementos acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. De acordo com os policiais, foram cumpridos ainda diversos mandados de prisão e de busca e apreensão nas comunidades da Vila Aliança e da Coréia. Parte do grupo criminoso já havia sido presa em flagrante anteriormente pela Desarme. Com eles foram encontrados sete fuzis, sete pistolas, munições, grande quantidade de equipamentos e peças para manutenção de armas de fogo.

A investigação conduzida pela Desarme, com o apoio da Promotoria de Investigação Penal de Bangu, demonstrou que o grupo, chefiado por um militar, realizava à manutenção e venda de fuzis para narcotraficantes da facção que domina a venda de drogas nas favelas da Vila Aliança e da Coréia. A Polícia Civil informou que esse militar ganhou a confiança dos chefes do tráfico utilizando ferramentas de ponta e equipamentos de última geração, como tornos mecânicos e fresadeiras, para consertar, fazer manutenção, modificar e customizar fuzis, incluindo pinturas sofisticadas de camuflagens nos armamentos.

Durante a investigação também foi identificada uma empresa responsável por realizar a pintura dos fuzis dos traficantes, localizada no interior da Favela da Coréia, que customizava as armas por meio de pinturas eletrostáticas, que garante mais durabilidade e resistência á corrosão. Segundo a Polícia Civil, no ano passado o grupo chegou a montar uma oficina clandestina de manutenção de armas de fogo na Rocinha.

Ao longo da investigação da Polícia Civil, os criminosos foram flagrados se deslocando constantemente entre diversas favelas dominadas pela mesma facção criminosa, como Morro do Dendê; Vila dos Pinheiros; Serrinha; Parada de Lucas; Vila Aliança e Coréia.