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Jul 20, 2018 Last Updated 1:48 PM, Jul 20, 2018

Ministério Público denuncia quadrilha que atua em Itaguaí e na Zona Oeste

MINISTÉRIO PÚBLICO denunciou  22 pessoas ligadas a grupos de exploração. MINISTÉRIO PÚBLICO denunciou 22 pessoas ligadas a grupos de exploração. FOTO REPRODUÇÃO
Publicado em Polícia
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22 pessoas foram denunciadas, entre eles um policial militar e um inspetor de segurança

DENÚNCIA O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 21ª promotoria de Investigação Penal, denunciou e pediu a prisão preventiva de 22 pessoas ligadas a grupos de exploração que atuam na Zona Oeste e na Baixada Fluminense. Na última quinta-feira (5), a Polícia Civil realizou a “Operação Lawless” para cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça contra o grupo. Foram presas 10 pessoas, entre eles um policial militar e três agentes penitenciários. Uma lancha foi apreendida, além de armas, munições, joias, dinheiro, carros e motos.

 A denúncia do MPRJ narra que a quadrilha pratica uma extensa lista de crimes, sendo o mais comum a extorsão mediante a cobrança de “taxas de segurança” dos comerciantes, vendedores ambulantes e moradores - obrigados a pagar para exercerem suas atividades, uma vez que,  em havendo negativa, sofrem consequências diversas, que incluem a prática de violência física e homicídio. O grupo também comercializa produtos contrabandeados, faz loteamento ilegal de solo urbano, corrupção e cooptação de agentes públicos, receptação de veículos roubados, porte ilegal de armas, entre outros crimes. De acordo com o MPRJ, a estrutura da organização concentrava-se nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz, mas atualmente a influência se expandiu para os municípios de Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí.

 Entre os agentes públicos denunciados está um policial militar lotado na UPP Fazendinha, inspetores de segurança e administração penitenciária Adalberto Braz Correa e ex-policial militar.

 Também consta entre os denunciados um homem encarregado de gerenciar a distribuição e comercialização de cigarros contrabandeados do Paraguai nas localidades de Cosmos, Paciência, Santa Cruz e adjacências.

O grupo foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e receptação qualificada.