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Aug 19, 2018 Last Updated 2:58 PM, Aug 17, 2018

Expectativa pelo retorno do Proeis

Expectativa pelo retorno do Proeis FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Polícia
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Possibilidade de retomada do convênio entre Prefeitura de Itaguaí e Polícia Militar foi um dos assuntos abordados em reunião do Conselho Comunitário de Segurança

 SEGURANÇA- A reunião do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Itaguaí (CCSPI), realizada na segunda-feira (5), na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itaguaí, expôs, mais uma vez, o estado de precariedade que as polícias Civil e Militar são obrigadas a enfrentar em sua missão de conter a escalada da violência na região. As dificuldades com que as autoridades da segurança se deparam no dia a dia se refletem em ocorrências como a falta de segurança no Hospital Municipal São Francisco Xavier, no crescimento de assaltos a ônibus e no frequente roubo de telefones celulares.

Esses temas foram abordados pelos recém-empossados comandante do 24º BPM (Queimados), coronel Ranulfo de Souza Brandão; e o comandante da 5ª Companhia do 24º BPM (Itaguaí), capitão Anderson Orrico. Eles receberam as boas vindas do presidente do CCSPI, Alexandre Guedes Andrade, que falou sobre a sua expectativa com relação ao trabalho dos novos comandantes. “Esperamos que eles mantenham o ritmo de trabalho em que já percebemos algumas mudanças. Mas há ainda muito a fazer”, discursou Guedes, na abertura da reunião.

Um dos temas mais relevantes debatidos no encontro foi a possibilidade de retomada do Programa Estadual de Integração na Segurança, que permite aos policiais militares trabalharem em dias de folga, pretenso policiamento na cidade, com financiamento da prefeitura. Em Itaguaí, a iniciativa teve de ser interrompido por conta de um débito que a cidade tem com a polícia militar. O coronel Brandão disse que em recente reunião com o prefeito Carlo Busatto Júnior recebeu a informação de que existe a possibilidade de retorno do convênio, depois que a dívida for saldada.

Em meio a abordagens que apresentavam um cenário de dificuldades gerais em relação à segurança, o presidente do CCSPI apresentou um formulário por meio do qual, sem a necessidade de identificação, os interessados podem encaminhar, ao comandante do 24º BPM, denúncias, reclamações, sugestões, solicitações ou elogios. Guedes também exibiu outro documento semelhante para demandas relativas ao poder público municipal, como, por exemplo, a falta de iluminação, uma das reclamações mais frequentes nas reuniões do CCSPI.

 

Falta de efetivos é problema paras polícias

Embora a chegada dos novos comandantes tenha sido motivo de manifestações positivas entre os presentes, havia, por outro lado, a opinião de que as frequentes mudanças de comando dificultam a maior integração das comunidades e o 24º BPM. Também foram ouvidas críticas à omissão da prefeitura em relação às reuniões do CCSPI. “A prefeitura não comparece. O prefeito não está nos dando a oportunidade de pedir, fica assim nos devendo respostas. O Proeis, por exemplo, é um dos assuntos principais, porque com ele nós conseguimos que o efetivo da PM seja aumentado”, opinou o presidente do CCSPI. 

A falta de efetivos das polícias, aliás, é um dos sérios problemas que as autoridades locais mais enfrentam. O titular da 50ª DP (Itaguaí), delegado Alexandre Leite disse que por não poder contar com mais policiais na unidade, por vezes não consegue dar conta das demandas, o que provoca espera excessiva por parte de quem busca atendimento. O comandante do 24º BPM, por sua vez, disse que só vislumbra a possibilidade de aumento de seu efetivo em 2019, quando será concluído um processo de preparação de 1,5 mil policiais para ingressos nos quadros da PM.

Embora os discursos tivessem como ponto em comum dificuldades de várias ordens que comprometem o setor, mantendo na região uma permanente sensação de insegurança, as opiniões também tiveram a sua parcela de tom otimista. “A nossa disposição para trabalhar e o conhecimento que temos da área vai contribuir com o nosso trabalho”, disse o capitão Orrico. “Estamos afinando a integração e as parcerias entre as polícias para a população sair ganhando”, emendou o delegado Alexandre Leite. “É claro que gostaria de encontrar uma realidade diferente da que se vê nos municípios da região. Mas vamos trabalhar para mudá-la”, prometeu o coronel Brandão, fechando um ciclo de argumentações pregando a integração.  “De todos os grandes problemas que a cidade tem a falta de segurança é o que mais me aflige. Precisamos estar do lado das polícias. Se não nos colocarmos uns ao lado dos outros, vamos cair todos juntos”, concluiu o vereador André Amorim, o único parlamentar da cidade presente à reunião.

 

RENATO REIS

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