Mar 28, 2017 Last Updated 5:52 PM, Mar 27, 2017

Firjan revela que roubo de cargas em Itaguaí cresceu 1.000% em 2016

O ARCO Metropolitano é uma das vias estaduais onde já ocorreram casos de roubo O ARCO Metropolitano é uma das vias estaduais onde já ocorreram casos de roubo FOTO ARQUIVO ATUAL
Publicado em Polícia
Ler 2322 vezes
Avalie este item
(1 Votar)

INSEGURANÇA O estado do Rio registrou 9.862 casos de roubo de cargas em 2016, o terceiro recorde consecutivo em 25 anos. De acordo com o estudo “O impacto econômico do roubo de cargas no estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema Firjan, na quinta-feira (16), o prejuízo chegou a R$ 619 milhões. Das 139 delegacias da Polícia Civil no estado, 12 concentram mais da metade das ocorrências. O Sistema Firjan ressalta que estes locais ficam no entorno das principais rodovias (Avenida Brasil, BR-040, BR-101-Norte e BR-116) e possuem trechos dominados pelo crime organizado, notadamente o tráfico de drogas.

Ainda segundo a Firjan, entre 2011 e 2016, foram mais de 33,2 mil ocorrências - uma a cada 1h35. De acordo com a análise da entidade, elaborada com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), o aumento foi de 220,9% no período, com prejuízo de R$ 2,1 bilhões. A Região Metropolitana concentrou 94,8% do total estadual (31,5 mil).

O avanço nestes seis anos foi mais acentuado na Baixada, na capital e no Noroeste Fluminense. Em Guapimirim, o crescimento foi de 2.600%. Japeri teve aumento de 1.700%, Mesquita de 1.031% e Itaguaí de 1.000%.

Para a Firjan, o roubo de cargas afeta negativamente o setor produtivo, elevando os custos relativos ao frete e gerando perda de competitividade, e também para a sociedade, por conta do aumento do preço final das mercadorias. A entidade destaca ainda que regiões com grande incidência passam a ser evitadas e a população local enfrenta o risco de desabastecimento ou de se tornar refém do crime organizado, que controla o comércio local.

No Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro 2016-2025, lançado pela Firjan no ano passado, o combate ao roubo de cargas é apontado como uma das prioridades. Por isso, a entidade sugere uma série de ações que precisam ser implementadas simultaneamente. Entre elas estão o aumento do efetivo policial nas áreas de maior incidência e a adoção de modelo de “Dação em Pagamento”, que pode permitir que empresas inscritas na dívida ativa do estado realizem pagamentos através da dação de equipamentos e da realização de serviços destinados a garantir o bom funcionamento das forças policiais.

O aumento da punição aos crimes de receptação, armazenamento e venda de produtos roubados através da cassação da inscrição no CNPJ e no cadastro de contribuintes do ICMS também está entre as sugestões apontadas pela Firjan.