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May 23, 2018 Last Updated 1:43 PM, May 23, 2018

Inea comenta causa da morte de botos-cinza

CARCAÇAS DA espécie Sotalia guianensis que apareceram nas baías da região CARCAÇAS DA espécie Sotalia guianensis que apareceram nas baías da região FOTO INSTITUTO BOTO CINZA
Publicado em Cotidiano
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MORTANDADE- O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) esclareceu, por meio de nota publicada em sua página na internet, que um estudo feito pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Laboratório de Patologia Comparada de Animais Selvagens da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo revela que 170 botos-cinza (Sotalia guianensis) morreram nas baías de Ilha Grande e de Sepetiba, no Rio de Janeiro desde o final de novembro de 2017, tendo como uma das causas o surto da doença conhecida como morbilivirose dos cetáceos, que não é transmitida para o ser humano. Os fatores que contribuíram para o início do surto ainda são desconhecidos e estão sendo investigados.

Segundo o Inea, o morbilivírus é o gênero de um vírus da família Paramyxoviridae. Algumas espécies de morbilivírus são muito estudadas por causar doenças conhecidas como o sarampo (nos humanos), a cinomose (nos cães e focas) e a peste dos pequenos ruminantes (em cabras e ovelhas). Recentemente, o morbilivírus também foi associado à doença renal em gatos. O morbilivírus dos cetáceos atinge botos, golfinhos e baleias, afetando os pulmões, cérebro e o sistema imunológico. No Brasil, o vírus foi detectado em golfinhos da espécie Sotalia guianensis.

Atualmente não há como parar a disseminação do vírus em populações de botos ou golfinhos suscetíveis, e não há vacinas ou medicamentos antivirais disponíveis que possam ser administrados de forma eficaz em populações de golfinhos em vida livre. Outro aspecto muito importante, segundo o Inea, é que, como os animais estão vulneráveis devido à doença, é necessário que não haja aproximação excessiva de embarcações de grupos de botos. À população, o Inea recomenda que, se encontrar um golfinho nadando desorientado ou encalhado em uma praia, entrar em contato com a equipe de monitoramento de praias: (21) 2334 0795 (Maqua/Uerj) ou (21) 2334 9614 (Inea).