Loading...
Jul 17, 2018 Last Updated 1:23 PM, Jul 17, 2018
Museu do Solo da UFRRJ ganha uma réplica da mesa roubada há duas semanas Museu do Solo da UFRRJ ganha uma réplica da mesa roubada há duas semanas FOTO DIVULGAÇÃO
Publicado em Polícia
Ler 1704 vezes
Avalie este item
(0 votos)

MUSEU - Uma mesa confeccionada exclusivamente para o Museu de Solos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRuralRJ) foi roubada há duas semanas. A peça estava no museu há três meses e foi esculpida por Paulo Cézar de Oliveira, conhecido como PC. A mesa tinha altura aproximada de um metro com setenta centímetros de diâmetro. A peça toda artesanal foi esculpida a partir de uma árvore morta do Campus da Rural, da espécie Cássia auriculiformes. Ela tem valor estimado em mil reais.

Segundo a professora Érika Flávia Machado Pinheiro, do Departamento de Solos - Instituto de Agronomia da UFRRJ o roubo só foi percebido no dia 19. “No dia 17 de dezembro, uma equipe estava trabalhando no Museu e a mesa ainda se encontrava no imóvel. Na manhã de terça feira (19) quando fomos instalar o cupinzeiro no Museu a mesa já não se encontrava no local”, relembra a professora.

O ladrão levou a mesa sem que ninguém visse o ocorrido. O boletim de ocorrência só foi feito no dia 22 de dezembro, após repercussão do caso. O departamento de Solos da UFFRJ usou as redes sociais para tentar encontrar a peça e em pouco tempo já tinha mais de quarenta compartilhamentos.  

FINAL FELIZ

Até o momento, a mesa não foi encontrada. No entanto, o artesão Paulo Cézar comovido com a história presenteou o Museu do Solo com uma réplica da peça. “Ao ver nossa tristeza, o PC preparou outra igual e nos deu de presente de Natal. É impressionante a sensibilidade e generosidade desse nosso funcionário, que virou nossa "mão direita" no Museu! Por mais "Paulos" é o pedido que temos para a nossa Universidade em 2018”, relata Érika Machado

 

Esse não é um caso isolado de roubo na UFRRJ. Docentes, alunos e funcionários em geral se sentem vulneráveis em relação a falta de segurança no campus. Furtos, roubos, estupros viraram rotina no local como denuncia a professora. “Acho que estamos abrindo para a comunidade uma situação que está acontecendo na universidade rotineiramente”, finaliza ela.

 

Renata Pires

 

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.