Nov 17, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017

Operação coibe exercício ilegal da profissão de farmacêutica

O ARMAZENAMENTO inadequado dos medicamentos foi uma das constatações da Decon O ARMAZENAMENTO inadequado dos medicamentos foi uma das constatações da Decon FOTO DIVULGAÇÃO/PCERJ
Publicado em Polícia
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FISCALIZAÇÃO Fiscais do Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro (CRF-RJ) e policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) realizaram, na terça-feira (31), uma operação conjunta num hospital no Centro de Nova Iguaçu, para apurar denúncia sobre exercício ilegal da profissão farmacêutica. Durante a ação, foi constatado que a farmácia do hospital não possui nenhum farmacêutico responsável e nem trabalhando nas funções privativas da atividade, como aquisição, guarda, dispensação, fracionamento, avalição de prescrição e dispensação de medicamentos.

Além da ausência de profissional farmacêutico no hospital, os fiscais também encontraram medicamentos controlados com as caixas abertas, sem a identificação adequada, inclusive sobre validade, podendo ser administrado de maneira incorreta, representando grave risco à vida dos pacientes. Os agentes verificaram ainda que o local onde os medicamentos estavam armazenados não apresentava as condições adequadas de temperatura e umidade.

O técnico de almoxarifado que trabalhava na farmácia no momento da operação e a coordenadora do turno da manhã foram conduzidos à Decon. O presidente do CRF-RJ, Marcus Athila, destaca a importância do farmacêutico nas unidades hospitalares para resguardar a saúde dos pacientes. “Alguém sabe dizer quantos óbitos ocorrem nos hospitais diariamente, decorrentes de problemas envolvendo medicamentos, como administração errada, doses inadequadas, troca de medicamentos, entre outros? A sociedade não pode aceitar mais esse tipo de prática, que representa um risco grave à população”, condenou.

 

A operação conjunta com a Decon é uma ação pioneira do CRF-RJ, visando coibir a prática de exercício ilegal da profissão de farmacêutica. Essas ações visam proteger a sociedade dos riscos à saúde de malefícios causados por medicamentos adquiridos, armazenados, dispensados, fracionados, manipulados de forma inadequada por profissionais inabilitados.

Última modificação em Sexta, 03 Novembro 2017 14:48