Oct 24, 2017 Last Updated 2:00 AM, Oct 23, 2017

Operação também combateu milícia em Sepetiba

Publicado em Polícia
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COMBATE SEM TRÉGUA Na Zona Oeste do Rio, agentes da Polícia Civil se uniram a uma equipe do Ministério Público para realizar, na manhã ontem, uma operação destinada a combater a atuação de integrantes de uma milícia que agia em Sepetiba. Cerca de 200 agentes participaram da operação, incluindo equipes do Departamento Geral de Polícia da Capital, do Departamento Geral de Polícia Especializada, do Departamento Geral de Polícia do Interior e da Coordenadoria de Recursos Especiais. Eles cumpriram 28 mandados de prisão preventiva e 64 de busca e apreensão. A investigação durou cerca de 18 meses e foi feita por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

De acordo com os investigadores, a milícia chegava a movimentar cerca de R$ 250 mil por mês extorquindo empresários e comerciantes da região e explorando serviços clandestinos, como sinal de TV a cabo e venda de botijões de gás a preços majorados, além do comércio de terrenos ilegais, que a quadrilha transformava em loteamentos e vendia sem escritura. O delegado Luis Jorge Rodrigues, titular da Delegacia de Santa Cruz e um dos coordenadores da operação, informou que a quadrilha é investigada por diversos crimes, entre eles assassinatos, roubos e ameaças de morte. “Eles fazem de tudo, desde a venda de terrenos clandestinos, extorsões, expulsão de moradores de casa, homicídios, latrocínios, usam carros roubados. Na verdade são verdadeiros marginais, que agiam de forma violenta”, acrescentou.

 

Segundo a Polícia Civil, entre os 13 presos está um dos líderes da quadrilha, identificado como Pet. O principal líder do grupo, o Rogério Negão, conseguiu escapar. Também foram apreendidas na operação duas armas de fogo, uma granada, roupas militares e cadernos com a contabilidade da milícia.

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