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Para servidores Charlinho foi desmascarado no TJ

Publicado em Poder
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Durante audiência de conciliação não houve acordo entre o prefeito e trabalhadores da Saúde e Assistência em greve

Dilceia Norberto

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SEM ACORDO Não houve qualquer acordo entre a Prefeitura de Itaguaí e os servidores da Saúde e da Assistência Social em greve. Esperava-se que na audiência de conciliação, que aconteceu na tarde de terça-feira (25), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o prefeito Charlinho (PMDB) apresentação alguma proposta para por fim à greve da categoria que já dura seis meses. No entanto, o que ocorreu foi uma troca de acusações, em que os trabalhadores consideram ter ‘desmascarado’ o chefe do Executivo Municipal.

Para os servidores, a audiência teve um lado negativo, que foi a falta do estabelecimento de um acordo entre as partes, mas acreditam que, no todo, foi positiva e ficou claro que o desejo do governo era tornar a greve ilegal e nada mais. “Ele (o prefeito) foi totalmente desmascarado. Diante da juíza, ele colocava que a gente não queria trabalhar e a gente falou sobre as condições desumanas de trabalho que a gente tem, sobre os insumos básicos que não existem no local de trabalho, que, inclusive, equipamentos da assistência ficaram fechados dois meses por falta de água e que isso nada tinha a ver com a greve. Então a gente conseguiu desmontar todas as falas dele”, afirmou a representante sindical, Hellen Oliveira.

Os servidores também afirmaram que Charlinho disse, diante da juíza que presidia a audiência, que não reconhecia o código de greve, que não sabia que código era aquele e nem de onde surgiu. Em resposta, a magistrada teria dito que seria um erro não reconhecer esse código, porque já é utilizado há cerca de um ano e que existe fundamento para ele ser usado. Inclusive quando o governo realizou os descontos irregularmente, a gestão se deparou com aquele código e o fizeram virar uma falta e isso também já é o reconhecimento de que aquele código existe e era devido ao movimento grevista. Com isso, o prefeito teria ficado sem argumentos diante da Justiça para continuar negando o código de greve.

Diante da Justiça, os servidores ainda levantaram a questão do aumento dado aos secretários, que fez seus salários passarem de R$ 15 mil para R$ 20 mil. “Quando colocamos o aumento do secretariado, ele disse que a indicação da lei não foi dele, que a aprovação não foi dele e nós dissemos que a sanção foi dele sim. Ele sancionou a lei e se ele quisesse, ele poderia não ter feito”, destacou Hellen.

Os trabalhadores em greve disseram que rebateram Charlinho de diversas formas e com isso, a legalidade da greve permanece. “A greve da Saúde e da Assistência continua e nós vamos aguardar a outra audiência que é em relação à outra ação, movida pelo Sepe, que gerou o calendário anterior de pagamento dos salários. Na decisão, ele colocava que até o mês de junho teria uma outra audiência para dar uma outra data para o término dos pagamentos pendentes, como o do mês de dezembro”, explica a servidora da saúde.

O ATUAL entrou em contato com a Prefeitura de Itaguaí, para que o governo colocasse o seu ponto de vista sobre a audiência, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.