Aug 22, 2017 Last Updated 2:28 PM, Aug 22, 2017

Saúde e Assistência fazem assembleia e mantêm greve

Categoria se reuniu na frente do da Prefeitura de Itaguaí e mantiveram a greve, iniciada em janeiro Categoria se reuniu na frente do da Prefeitura de Itaguaí e mantiveram a greve, iniciada em janeiro FOTO DILCEIA NORBERTO
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Categoria aguarda decisão do Ministério Público sobre descontos abusivos nos salários

Dilceia Norberto
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EM AÇÃO Na tarde desta terça-feira (18) servidores da Saúde e da Assistência Social da cidade de Itaguaí se reuniram em assembleia na frente do Palácio Barão de Teffé, sede do governo municipal. O objetivo era decidir os movimentos da categoria que está em greve desde 16 de janeiro. Ainda com salários atrasados e com cortes abusivos nos pontos, os servidores se dizem assediados pelos superiores nas unidades de saúde do município e afirmam não conseguir diálogo com a gestão e por isso mantiveram a greve.

“A gente fez um pedido de liminar à justiça para que o secretário de Saúde Carlos Graça se pronunciasse em relação aos cortes de ponto dos servidores em greve e ele não se pronunciou. Ele tinha 72 horas para isso e não o fez e continua desrespeitando inúmeros artigos de leis federais e municipais. Por uma infelicidade moral, a Câmara de Vereadores não acatou o pedido de abertura de comissão processante que a servidora pediu para que os desrespeitos fossem investigados”, afirmou a representante do Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Itaguaí (Muspi), Cristiane Gerardo.

Os servidores reforçam que estão em greve por conta de ato ilícito do gestor, que é o não pagamento dos salários e, por isso, o corte de pagamento é ilegal. “O secretário não se pronunciou porque não tem argumentos. Acreditamos que a lei vai ser reestabelecida na cidade por meio do judiciário. Parece que é apenas essa linguagem que essa gestão entende”, diz Gerardo.

Para uma assistente social do Centro de Atenção Psicossocial Infantil é preciso que a sociedade saiba que as dificuldades encontradas pelos usuários não acontecem porque os servidores estão em greve. “A realidade das unidades é que há uma redução grande de pessoal, além de falta de insumos. Mas é importante que a população saiba que nós continuamos atendendo as pessoas. A gente continua acolhendo, continua fazendo o trabalho que sempre fizemos, mesmo em condições de trabalho que não são dignas. Ao contrário do que a gestão afirma para a população, nós continuamos em funcionamento e fazendo atendimento mesmo em greve. A população tem que saber que continuamos trabalhando em péssimas condições e com corte de salário”, afirma a assistente social.

Os servidores da saúde afirmam que permanecem na luta para receberem o que está atrasado e para que tenham condições dignas de trabalho. Na tarde de quinta-feira (20), a categoria fará um ato na frente da sede do Ministério Público para pressionar o órgão a interceder pelos trabalhadores contra o que consideram desmandos da gestão municipal.