Apr 23, 2017 Last Updated 3:00 AM, Apr 20, 2017

Servidores anunciam futuras denúncias contra o governo

Publicado em Poder
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Após derrubada de requerimento para investigar o prefeito Charlinho, funcionalismo diz que vai fazer novas denúncias

Dilceia Norberto
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NA MIRA Na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores, além de toda a celeuma em torno do projeto de lei que dispõe sobre a emissão de declaração de impossibilidade de atendimento por unidades de saúde da cidade e em torno do projeto que trata da equiparação salarial dos servidores contratados e efetivos, houve logo de início o debate sobre a abertura de comissão para processante para investigar abusos cometidos contra servidores em greve pela administração municipal.

Os parlamentares, em sua maioria, rejeitaram o requerimento feito pela servidora Hellen Oliveira. Em seu documento, a servidora afirma que trabalhadores em greve tiveram o ponto cortado (o que vai contra as determinações da Constituição Federal), descontos de pagamentos enormes e transferências súbitas. Apenas cinco vereadores votaram pela abertura de investigação, que poderia culminar na cassação do prefeito Charlinho (PMDB) ou não. Diante dos fatos, muitos servidores se dizem perplexos. “É impressionante como um prefeito que não cumpre a lei com os servidores, está condenado em segunda instância e ainda foi citado na lista da Lava Jato pode continuar sem ser investigado pelos vereadores locais”, disse um servidor municipal.

Apesar de a Câmara ter arquivado o pedido de abertura da comissão processante, a autora do requerimento, Hellen Oliveira, afirma que as denúncias não vão parar. “Estamos nos organizando. Motivos para denúncias não faltam. Eu não sei se posso pedir abertura de nova CPI, mas vamos fazer novas denúncias contra essa administração, inclusive sobre a Sectran”, contou Hellen. Ela se refere à denúncia de que agentes de trânsito estariam envolvidos num esquema de propina pagos por comerciantes para que eles façam a segurança.

 

O prefeito Charlinho parece que além de ter que lidar com suas condenações judiciais (o que gera, de certa forma, uma insegurança sobre o futuro de seu mandado na cidade), e de ter entrado na maior investigação de corrupção no país, que é a Lava Jato, terá que lidar com denúncias do funcionalismo da cidade que governa.