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Sep 18, 2018 Last Updated 12:52 PM, Sep 18, 2018

A força da cultura como elemento de transformação

Publicado em Poder
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Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis e Festa Literária Internacional de Paraty são exemplos de uma mobilização que pouco se vê nas cidades da região

O ATUAL publica nesta edição mais uma edição do evento Ativação Cultural (veja o texto abaixo), projeto que une a iniciativa privada e o poder público numa série de comemorações alusivas ao bicentenário de emancipação política e administrativa de Itaguaí, completado no dia 5 de julho. O resultado do que se está assistindo em diferentes pontos da cidade deve servir de exemplo para os futuros executivos e parlamentares, de modo a criar novas possibilidades de conhecimento, entretenimento e diversão para as populações da região.

Cidades vizinhas, Angra dos Reis e Paraty apresentam ao longo do ano um vastíssimo calendário artístico-cultural que carregam a marca da parceria público-privada. Em dois casos específicos, aliás, as duas cidades, por conta disso, foram alçadas à condição de referência nacional e até internacional. A primeira oferece o exemplo da maior festa de teatro do Brasil, a Festa Internacional de Teatro de Angra, este ano em sua 13ª edição. São vários dias de eventos com uma média de quatro sessões de teatro diárias. Uma megaestrutura de tendas especialmente desenhadas para o evento contará com dois super teatros, com salas capazes de receber 1.500 pessoas e outra para 800 espectadores.

Já a segunda alçou voo entre nações com a Festa Literária Internacional de Paraty, que desde 2003 reúne grandes nomes da literatura do país e de fora. Cada edição presta homenagem a um autor brasileiro – uma maneira de preservar, perpetuar, difundir e valorizar a língua portuguesa e a literatura do Brasil. Pensados pelo curador da festa, os eixos temáticos são apresentados a partir de um renomado time de escritores e escritoras, já tendo recebido personalidades como Salman Rushdie, Don DeLillo, Ariano Suassuna, Isabel Allende, Neil Gailman, Angélica Freitas, Toni Morrison e Chico Buarque, Fernanda Montenegro, dentre muitos outros. É um evento que envolve toda a cidade, uma vez que a programação é toda montada de forma a contemplar a rede pública municipal de ensino e os bairros mais distantes do centro da cidade.

 

São dois exemplos que tornaram as cidades conhecidas internacionalmente e que cuidam de dinamizar a economia dos municípios, estimulando o surgimento de novos negócios. São dois casos de retumbante sucesso que agregam a força do investimento público e a potencia da iniciativa privada em prol da educação, da cultura e da arte. Esse empenho falta às cidades da região, que assim deixam de aproveitar oportunidades como a que se abriu para Mangaratiba e não se concretizou até hoje no que se refere ao projeto Trem dos Mares, como noticiou recentemente o ATUAL, ao informar uma anunciada intenção do Governo do Estado, de tirar do papel um projeto destinado a colocar nos trilhos os turistas que visitam o Rio. A ideia, segundo o noticiado, é reativar corredores ferroviários, uma malha de 70 quilômetros, nas cidades de Miguel Pereira, Petrópolis, Valença (especialmente o distrito de Conservatória), Paraíba do Sul e Magé, que seriam mais uma atração no interior. As afirmações oficiais, pelo menos até onde se sabe, esqueceram de incluir no roteiro da ressurreição ferroviária a cidade de Mangaratiba, onde durante algum tempo foi acalantado o sonho de também tornar realidade o projeto “Trem dos Mares”, com a criação de um roteiro temático de trem por uma extensão de 8 quilômetros entre Itacuruçá e a enseada de Santo Antônio. Os poderes Executivo e Legislativo devem caminhar par e passo de modo a fazer da cultura um mais instrumento de elevação intelectual das populações locais.