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Jul 23, 2018 Last Updated 1:48 PM, Jul 20, 2018

Manobra põe só governistas na Mesa Diretora da Câmara de Itaguaí

Publicado em Poder
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AO APAGAR DAS LUZES Em uma manobra da noite para o dia, criando a expectativa de que alguma coisa ainda está para acontecer na política da cidade, os vereadores da base governista realizaram, na sessão de quinta-feira (29), a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Itaguaí (CMI) para o biênio 2019/2020. O pleito foi sacramentado sem a presença do grupo suprapartidário. Isso porque o grupo resolveu boicotar a sessão por não concordar com a eleição antes de novembro.

O protesto dos integrantes do grupo suprapartidário se baseou no fato de que havia um acordo entre os 17 vereadores segundo o qual a eleição da nova mesa diretora só seria realizado no mês de novembro. Mesmo com o boicote do grupo, a base governista aprovou a chapa única apresentada.

Com os 12 parlamentares da base do governo presentes, o presidente da CMI, Rubens Viera de Souza (PTN) iniciou os trabalhos anunciando a eleição da Mesa Direto para o biênio 2019/2020. O presidente ressaltou os Artigos 23 e 24 do Regimento Interno, que rege a eleição da Mesa Diretora. Em seguida, Rubens Viera solicitou que os vereadores que fossem concorrer apresentassem a chapa ao corpo jurídico da CMI. Após a leitura dos expedientes recebidos e expedidos, o presidente anunciou que apenas uma chapa estava concorrendo, denominada de Chapa 1. Era o que todos da assistência já sabiam, pois a notícia de chapa única já circulava desde cedo pelos corredores da CMI e nas redes sociais.

A chapa 1 aprovada pela base governista  é composta pelos seguintes parlamentares: Rubens Viera (reeleito presidente), Noel Pedrosa (1º vice-presidente),  Gil Torres (2º vice-presidente), Vinicius Alves (3º vice-presidente), Sandro da Hermínio (1º secretário) e Haroldo de Jesus (2º secretário). A posse dos membros Mesa Diretora será no dia 1º de janeiro de 2019.

A decisão de antecipar a eleição, até então prevista para ocorrer em novembro, segundo informações extraoficiais, foi tomada após a sessão da última terça-feira (27), quando a base governista teria se reunido no gabinete da presidência da CMI e, sem a presença dos vereadores do grupo suprapartidário, decidiu que a eleição para a Mesa Diretora para o biênio 2019/2020 seria na sessão de quinta-feira (29).

Após a eleição, os trabalhos seguiram com aprovação de indicações, pareceres e projetos de lei dos vereadores da base governista, sem o respeito à pauta, na qual estavam também contempladas propostas legislativas dos suprapartidários. Dentre as iniciativas aprovadas mereceu destaque a aprovação, em discussão final, do projeto de lei de autoria do vereador Junior do Sítio (PV), que autoriza o Poder Executivo a estabelecer diretrizes para a política Municipal de Promoção da Saúde do Idoso e Envelhecimento Saudável.

 

REPRESENTAÇÃO NO MP

Pegos de surpresas, assim que receberam a pauta da sessão, na tarde de quarta-feira (28), os parlamentares do grupo suprapartidário, composto pelos vereadores André Amorim (PR), Ivan Charles (PSB), Genildo Gandra (PDT), Willian Cezar (PSB) e Waldemar Ávila, reuniram-se na manhã de quinta-feira e decidiram não participar da sessão. Indignados, os vereadores do grupo suprapartidário insistiram que havia um acordo entre os 17 edis de que a eleição da Mesa Diretora ocorreria na segunda sessão ordinária do mês de novembro, como determina o Regimento Interno. Antes de iniciada a sessão os suprapartidários já manifestavam sua contrariedade, afirmando que se a eleição ocorresse na quinta-feira, como acabou acontecendo, eles entrariam com uma representação no Ministério Público para anular o pleito. Agora é esperar para ver no que vai dar!