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Câmara de Itaguaí inicia os trabalhos com cobranças ao Executivo

Publicado em Poder
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Aumento da taxa de iluminação pública foi questionado ao líder de governo que falou sobre a contratação de empresa para fazer o serviço

POLÍTICA- Com o fim do recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Itaguaí (CMI) iniciou na terça-feira (6), os trabalhos do primeiro período legislativo. A solenidade abertura foi realizada na última sexta-feira (2) com uma sessão relâmpago que contou com poucos parlamentares presentes.

Já na sessão ordinária desta terça-feira, com a presença dos 17 vereadores, o que se viu foi que o ano, assim como terminou 2017, vai ser de cobranças ao Executivo por parte do grupo Suprapartidário. Grupo esse composto pelos parlamentares Willian Cezar (PSB), Ivan Charles (PSB), Waldemar Ávila (PHS), André Amorim (PR) e Genildo Gandra (PDT).

A primeira cobrança ocorreu quando o líder de governo na CMI, o vereador Sandro da Hermínio (PT do B), foi até a tribuna para anunciar, o que segundo ele, é uma vitória para a Prefeitura de Itaguaí no que diz respeito uma possível escolha da empresa que cuidará da iluminação pública da cidade. De acordo com líder de governo, as empresas que concorriam à licitação não atendiam os requisitos necessários. “Uma dessas empresas entrou com recurso e a Procuradoria Jurídica do município aceitou e deu parecer favorável. E dentro de alguns dias já teremos uma empresa para fazer a troca das quase duas mil lâmpadas que precisam ser trocadas”, informou o vereador.

O primeiro a fazer uma crítica ao governo foi o vereador Genildo Gandra. O parlamentar informou que antes mesmo do Executivo fazer a licitação para contração da empresa, aumentou a taxa de iluminação pública. “A prefeitura aumentou a taxa de iluminação pública com a cidade toda no escuro. Acho que o governo tinha mesmo que estar fazendo esta licitação rápida para justificar o aumento que houve na taxa de iluminação pública”, disse.

Já o vereador Ivan Charles destacou que o aumento da taxa de iluminação é abusivo, uma vez que passou de R$ 10,43 para R$ 18,00. “Vários munícipes reclamaram que o novo valor da taxa de iluminação pública já foi cobrado na conta do mês de janeiro. Não é só em um bairro, são  todos os bairros que estão com problema de iluminação. Com isso, a criminalidade vem aumentando na nossa cidade. Então seria importante que o prefeito revisse esse aumento dessa taxa”, ressaltou. 

CONSELHO DE EMPREGO E RENDA

A boa notícia durante a sessão foi a aprovação, por unanimidade, do parecer favorável da Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Prestação de Contas, ao projeto de lei de autoria do vereador Ivan Charles, que dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Emprego e Renda. Em sua justificativa, o vereador Ivan Charles destacou que a aprovação desse conselho será de suma importância para o desenvolvimento município. “Por meio desse conselho os nossos munícipes, trabalhadores desempregados, possam ter voz e vez para fiscalizar junto às empresas para saber quais oportunidades estão vindo para cidade, além dos cursos profissionalizantes que serão oferecidos. Porém, o primeiro passo para a criação do conselho é o Poder Executivo realizar um fórum na qual as pessoas serão eleitas para representar o Conselho Municipal de Emprego e Renda. Tenho certeza que o Poder Executivo vai dar uma importância para a criação desse conselho”, explicou o vereador.

 

GESTÃO AMBIENTAL

Já o parecer do projeto de Gestão Ambiental, apresentado pelo vereador Waldemar Ávila, não teve a mesma sorte como do seu colega Ivan Charles. O projeto ganhou apoio dos demais vereadores do grupo Suprapartidário, porém não foi compreendido pelo relator da Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Prestação de Contas, Sandro da Hermínio, que opinou contra a aprovação da matéria, mas solicitou aos colegas governistas que derrubassem o seu parecer após as argumentações apresentadas a favor do projeto.  Sandro então pediu para constar em ata, que o projeto fosse encaminhado para Comissão de Meio Ambiente para ser feito adequação no projeto.  Após todo o embate, os parlamentares rejeitaram o parecer do relator. A proposta seguirá para Comissão de Meio Ambiente como ficou acertado entre os pares.